VLI abre vagas exclusivas para pessoas trans

O período de inscrição teve início na terça-feira (28), data de comemoração do Dia do Orgulho LGBTQIA+, e segue até 5 de julho

A VLI, companhia de soluções logísticas que opera terminais, ferrovias e portos, está com oportunidades abertas exclusivamente para pessoas trans. Ao todo são sete vagas para operador (a) de manobra, sendo quatro delas para Santos e as outras três para Ribeirão Preto, no estado de São Paulo. Na terça-feira (28), data de comemoração do Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, foram abertas as inscrições para esses processos seletivos.

Para se candidatar às vagas é preciso ter o ensino médio completo, bem como residir na região do município onde há a vaga ou ter disponibilidade para mudança. Pessoas interessadas podem se inscrever até o próximo dia 5, na página de carreira da empresa.

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Inclusão

A gerente-geral de Sustentabilidade da VLI, Francielle Pedrosa, afirma que a VLI sempre foi uma empresa que teve as portas abertas à diversidade. “Trazer essas vagas exclusivas significa que nossa liderança está madura, criando um ambiente seguro para que as pessoas possam ser quem são. Acreditamos no poder da diversidade e queremos que nosso quadro de colaboradores reflita a nossa sociedade”, diz.

Ela explica que, dentro da população LGBTQIA+, as pessoas trans são umas das mais discriminadas pelo mercado de trabalho e que mais sofrem violência. “Quando trazemos essas oportunidades de um trabalho formal, abrimos a elas as portas para uma nova realidade. Precisamos quebrar alguns paradigmas e mostrar que as pessoas trans podem estar em qualquer posição na empresa”, destaca.

Conforme a analista de Gente da VLI, Lorena Santana, hoje a companhia dá mais um passo para fortalecer seu time com as pessoas trans. “É importante que o mercado esteja aberto a todos que querem ser eles mesmos, com respeito”. A conscientização de lideranças também é um trabalho rotineiro.

O supervisor de Operações da Baixada, Uoshington Fonseca, é um exemplo de líder que abraça a causa da inclusão. “Sou natural de Salvador, na Bahia, e sempre convivi com a diversidade e diferentes culturas. Sou de um povo que enfrenta a discriminação e intolerância de todas as formas. E a VLI está em um momento de abraçar a luta de todos. O público trans ainda se esconde e sofre muito preconceito. Uma forma de quebrar isso é o incluindo. Com as novas vagas, teremos uma pessoa trans em cada turno, para termos um espaço integrado. O respeito mútuo no ambiente de trabalho traz ganhos. Vamos desconstruir para construir”, observa.

Segundo a supervisora de Vagões Pátios e Terminais Baixada Santista, Sintia Sousa, que foi a primeira mulher a trabalhar na ferrovia da Baixada, também quebrando paradigmas em um ambiente até então considerado tipicamente masculino, abrir essa porta para as pessoas trans é muito importante. “Será uma troca de conhecimentos”, frisa.

Outras ações

Com o objetivo também de garantir a inclusão e o senso de pertencimento da comunidade LGBTQIA+, a empresa conta com o grupo VLI em Cores, que trata a diversidade de gênero e sexualidade, em todos os sentidos, de forma permanente. São realizados webinars, painéis sobre diversidade, bem como benchmark com grandes empresas para adquirir expertise sobre a tratativa do tema junto às lideranças.


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