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Terminais pesqueiros de Salvador e Ilhéus devem operar em 2010

SALVADOR - A partir de meados de 2010, os terminais pesqueiros de Salvador e de Ilhéus deverão iniciar as operações de desembarque de pescados. O primeiro passo será dado nesta quarta-feira (16), a partir das 9h, quando o governador Jaques Wagner, juntamente com o ministro da Aquicultura e Pesca, Altemir Gregolin, vão assinar o convênio do Programa Pescados da Bahia, no qual está incluída a construção dos dois terminais. A solenidade será realizada na Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), quando estarão presentes o secretário estadual da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), Roberto Muniz, e o presidente da Bahia Pesca, Isaac Albagli. As obras são consideradas de fundamental importância para a modernização da pesca na Bahia, hoje o terceiro estado com maior produção de pescado no Brasil. A produção baiana de pescados, contudo, atende a pouco mais que 70% do consumo interno, hoje estimado em cerca de 120 mil toneladas por ano. Para construir os dois terminais pesqueiros, deverão ser investidos aproximadamente R$ 20 milhões, dos quais R$ 10 milhões destinam-se ao terminal em Salvador e o restante para o terminal de Ilhéus. Em Salvador, o terminal ficará localizado na Ribeira, na Enseada dos Tainheiros. Em Ilhéus, o terminal vai ser construído nas instalações do antigo porto da cidade, localizado na Enseada do Pontal, próximo à foz do Rio Cachoeira. Modernização A Bahia, apesar de ser o estado com maior extensão litorânea no Brasil, com 1.180 quilômetros, não possui um terminal pesqueiro sequer, mas pontos de atracação destinados a barcos de pequeno e médio porte. Também não possui uma frota de barcos pesqueiros capazes de explorar o pescado além dos limites da plataforma continental brasileira. Com a construção dos dois terminais pesqueiros, a Bahia dará um salto qualitativo e quantitativo na pesca, avalia o presidente da Bahia Pesca, Isaac Albagli. Ele usa como argumento o fato de que parte do pescado que é capturado no litoral baiano não desembarca no próprio estado, por falta de estrutura para o atendimento de embarcações de médio e grande porte. “Com isso o pescado vai para estados que têm infraestrutura, como Espírito Santo, Rio de Janeiro ou o Ceará, e retornam para a Bahia para ser comercializado a preços mais caros”. diz. A área de abrangência dos dois terminais, além de Salvador e Ilhéus, onde serão construídos, inclui seis municípios do Litoral Norte, nove municípios da Região Metropolitana, sete municípios no Recôncavo Baiano, a Região do Baixo Sul, com nove municípios e o Litoral Sul, com os municípios de Maraú e Itacaré. Nessas regiões, aproximadamente 30 mil pescadores serão beneficiados diretamente ou indiretamente com as obras, onde estima-se que existam atualmente pelo menos 1.800 embarcações de pesca motorizadas. Superando etapas Para implantar os dois terminais pesqueiros na Bahia, foi necessária a superação de etapas, que incluíram estudos de impactos ambientais e consultas populares aos pescadores e comunidades ligadas direta e indiretamente à atividade pesqueira no estado. Em Salvador, foram mais de quatro meses de análises técnicas, e visitas a 38 comunidades do Recôncavo Baiano. Quando estiver pronto, o Terminal Pesqueiro de Salvador dará apoio logístico às embarcações não apenas da região de Salvador e do Recôncavo, mas de todo o estado. Já em Ilhéus, o processo também passou por consulta popular e a sua localização foi definida em comum acordo entre a Bahia Pesca e o Ministério da Pesca e Aquicultura, com prévia consulta a entidades locais. Dentre três alternativas, ficou estabelecido que o mesmo seria implantado na área do antigo porto na foz do Rio Cachoeira, em edifícios e píer de propriedade da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba).(Fonte: ABN NEWS - Brasília,DF,Brazil)

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