A segunda fase do Terminal de Grãos do Maranhão, no Porto do Itaqui (São Luís, MA), que vai redimensionar a capacidade operacional para mais de 12 milhões de toneladas de grãos ao ano, deverá operar a partir do primeiro semestre de 2020.

O Consórcio Tegram-Itaqui anuncia a segunda fase do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), no Porto do Itaqui (São Luís, MA), para o começo deste ano com a contratação de obras e equipamentos, com a operação programada para o primeiro semestre de 2020. Nesta etapa, cujo cronograma foi apresentado pelo consórcio à Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP) em agosto de 2018, após o terminal movimentar 5,4 milhões de toneladas no ano fiscal finalizado em julho, os volumes de movimentação de grãos (soja, milho e farelo de soja) serão redimensionados para mais de 12 milhões de toneladas ao ano.

Para alcançar este volume, a segunda fase do Tegram envolve a duplicação da linha de embarque para operar mais um berço de atracação, que funcionará de forma simultânea ao berço atualmente utilizado. Para isso, a infraestrutura demandará a aquisição de um segundo shiploader para carregamento de navios, que permitirá alcançar uma taxa de embarque de 5 mil toneladas de grãos por hora, e a ativação de uma segunda moega ferroviária, que permitirá a descarga de oito vagões simultaneamente, a uma taxa de 4 mil toneladas de grãos por hora. Quando concluída a segunda fase, a expectativa do Tegram é receber 80% do volume pelo modal ferroviário e os 20% restantes pelo modal rodoviário.

 

Atualmente, a capacidade operacional do Tegram prevê o embarque superior a 7 milhões de toneladas de grãos ao ano. Para operar um berço de atracação, a sua infraestrutura é composta por quatro armazéns com capacidade estática de 500 mil toneladas de grãos (125 mil toneladas por armazém) e equipamentos de alta tecnologia, como um shiploader, moegas rodoviárias com oito tombadores (dois em cada armazém) que permitem receber mais de 950 caminhões ao dia (total de 44 mil toneladas descarregadas a cada 24 horas) e moega ferroviária com capacidade para descarregar quatro vagões simultaneamente, a uma taxa de 2 mil toneladas de grãos por hora (composições de 80 vagões, com capacidade líquida de 100 toneladas por vagão).

Movimentação chega a 6,3 milhões de toneladas de grãos em 2018

Em 2018, o Tegram registrou a movimentação de 6,3 milhões de toneladas de grãos (soja, milho e farelo de soja), embarcadas em 99 navios que partiram para o mercado asiático (maioria), Europa, África e América do Norte. O volume deste ano é 43,2% superior aos 4,4 milhões de toneladas movimentadas no ano anterior, que partiram do terminal em 70 navios.

Sobre o crescimento em termos de volume, o consórcio formado pelas empresas Terminal Corredor Norte, Glencore Serviços, Corredor Logística e Infraestrutura e ALZ Terminais Portuários destaca a eficiência operacional e o atendimento à crescente demanda da produção de grãos em algumas das principais regiões agrícolas do Brasil. Neste meio, o processo de originação ocorreu no Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia, Mato Grosso e Pará, com 56% dos grãos chegando  ao terminal por pelo modal rodoviário e 44% pelo modal ferroviário – este ; neste caso, os números mostram que há espaço para melhorar ainda mais a eficiência operacional caso a participação da descarga ferroviária seja ampliada, diminuindo períodos de ociosidade.

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