A TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, finalizou as obras de expansão de seu cais de atracação de navios, que passará dos atuais 879 metros para 1.099 metros de extensão e de 40,75 metros para 50 metros de largura. As obras consumiram investimentos superiores a R$ 115 milhões e serão concluídas com quatro meses de antecedência do prazo inicialmente programado.

Com a expansão, o Terminal de Conteinêres de Paranaguá ampliará em 60% sua capacidade de movimentação, que passará de 1,5 milhão de TEUs/ano para 2,5 milhões de TEUs/ano. O terminal passará a operar simultaneamente três dos maiores navios de conteinêres que frequentam os portos nacionais, além de um navio de transporte de automóveis (que atracará em dólfins exclusivos).

Em meados de 2019 a TCP também concluirá, com investimento de R$ 468 milhões, as obras de extensão da retroárea do terminal, que será ampliada de 330 mil metros quadrados para cerca de 500  mil metros quadrados. As obras fazem parte do acordo de renovação antecipada do contrato de arrendamento do terminal por mais 25 anos, a partir de 2024, assinada em abril de 2016 junto ao governo federal. O pacote de investimentos, o maior  do setor portuário brasileiro na atualidade, supera os R$ 600 milhões em sua primeira fase. “Com isso, estamos preparados para suportar o crescimento da demanda de exportações, importações, cabotagem e transbordos em nossa área de abrangência pelos próximos 30 anos”, afirma Juarez Moraes e Silva, diretor de Relações Institucionais da empresa.

 

Moraes e Silva ressalta que as obras de expansão contaram com tecnologia avançada, baseada em estacas em vez de aterros, o que, além de melhor qualidade final, garante menor impacto ambiental. “Usualmente, a expansão de um terminal é feita por meio de um aterro sobre o mar, o que gera mais impacto ambiental e menos qualidade final. Em nosso caso, toda a expansão foi feita com base em estacas sob o mar”, explica.

O cais de atracação, por exemplo, estará equipado com cabeços duplos de amarração e defensas cônicas duplas,  permitindo obras de  dragagem de até 16m, o que possibilitará operar os maiores navios de contêineres pelos próximos 30 anos. “Além disso, ele também contará com sistemas de sinalização, iluminação em LED, sistemas de combate a incêndio e um inovador sistema de proteção para captação de águas oleosas, o que demonstra a constante preocupação da TCP com o meio ambiente”.

Já a retroárea, além de construída sobre um sistema de estacas, será equipada com sistemas de iluminação em LED, três subestações de energia, sistemas de drenagem, sistemas de monitoramento que atendem as mais rigorosas normas internacionais e uma extensa rede de infraestrutura seca preparada para receber, no futuro, a modernização dos equipamentos elétricos de movimentação de contêineres. “Para proteção ambiental, a área expandida também utilizará um sistema de proteção para que em caso de derramamento de óleo e outros produtos perigosos, estes produtos fiquem retidos no sistema de separação impedindo que chegam ao mar”, finaliza Moraes e Silva.

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