O Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) abriu seleção de parceiros privados para a transferência da tancagem de combustível do Porto do Mucuripe e a instalação de um sistema de carga e descarga de navios de granéis líquidos, gases e derivados de petróleo. Duas empresas se inscreveram no edital: a holandesa Vopak e a Transpetro/Br/Liquigás.

A participação da Vopak confirma mais uma vez o interesse holandês no Ceará. A empresa já havia demonstrado sua vontade de participar do projeto na área de tancagem e gás no ano passado.

A companhia estrangeira já possui atuação em Santos e, em 2017, após a assinatura do memorando de entendimento entre a Ceará Portos e a Port of Rotterdam, esteve reunida com o Secretário de Infraestrutura do Estado, Lúcio Gomes, para entender o projeto do Governo do Ceará.

 

O governador Camilo Santana classificou o processo de abertura dos trabalhos para a transferência da tancagem como um movimento importante para o futuro do Ceará. Camilo explicou que o projeto consiste na criação de uma estrutura no Pecém, que possa permitir o crescimento da área de tancagem, já que no Porto do Mucuripe não haveria área suficiente para a ampliação do setor.

O Ceará deu um passo importante ao publicar a lei que permite a parceria entre o Cipp e o Porto de Roterdã. Trata-se de uma abertura estratégica para novos negócios internacionais.

Depois do início da operação do Porto, em 2002, e da inauguração da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), esse pode ser o passo mais estratégico para que o equipamento consiga um fluxo maior de cargas. A previsão do presidente do Cipp, Danilo Serpa, é de dobrar a movimentação e preparar o ambiente para novos investimentos, com a vinda de um parceiro europeu forte.

O Porto de Rorterdã é considerado o mais importante da Europa, uma referência, e os resultados futuros já são projetados. Mesmo antes da finalização do contrato, que será assinado na Holanda no dia nove de novembro, a expectativa de receita com a expansão dos negócios já supera R$ 1 bilhão.

Roterdã investirá R$ 323 milhões na sociedade com o Cipp. Esse valor, segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Ribeiro, foi calculado com base no volume operacional esperado.

Os detalhes do contrato ainda não foram divulgados, mas é interessante pensar que o Estado encontrou um parceiro internacional sem se desfazer de seus ativos.

O valor de mercado do Cipp não foi divulgado, mas duas consultorias foram contratadas para fazer essas contas. Alguns portos de porte menor foram avaliados em torno de R$ 1 bilhão.

Outro ponto importante na negociação com Roterdã: o porto holandês terá participação na diretoria do Cipp, com posições na Diretoria Executiva, no Conselho Fiscal e no nível gerencial das operações.

Ou seja: o Estado terá o controle do negócio e ainda poderá aprender o estilo europeu de gestão.

Fonte: O Povo

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