Principais portos do Brasil têm operações mantidas, mas coronavírus muda rotina

O Porto de Santos, maior da América Latina, manterá normalmente suas operações apesar de preocupações relacionadas ao avanço do novo coronavírus no Brasil, disse o presidente do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), que representa companhias que atuam no local.

A afirmação foi feita nesta quarta-feira, após reunião com trabalhadores e autoridades do porto para discussão de medidas de combate ao alastramento da doença, que virou uma pandemia mundial.

Em declaração enviada à Reuters, o presidente da Sopesp, Regis Prunzel, disse que os trabalhadores apoiam a iniciativa de manter operações, embora algumas medidas devam ser tomadas.

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"O porto mantém a operação de forma normal, este é um posicionamento nosso, a própria autoridade portuária também vai se posicionar, e os trabalhadores também estão de acordo e apoiando a iniciativa", afirmou Prunzel por meio de mensagem de áudio.

Ele disse ainda que um comitê de crise foi criado com representantes de todos os segmentos que atuam porto, de onde parte a maior parcela das exportações de café, açúcar, soja e algodão do Brasil.

O comitê de crise voltará a se reunir na sexta-feira, disse Prunzel, acrescentando que novas medidas de segurança serão aplicadas para proteger a saúde das pessoas envolvidas em atividades portuárias.

Na véspera, uma carta enviada à Secretaria de Portos da Presidência da República pelo sindicato que representa os estivadores em Santos, Guarujá e São Vicente cogitara a paralisação total das operações no porto por causa da crise do coronavírus.

Segundo a Sopesp, a hipótese está afastada e sequer foi cogitada na reunião desta manhã.

PARANAGUÁ

As operações no porto de Paranaguá (PR), segundo mais importante do Brasil para commodities agrícolas, como a soja, também não foram interrompidas e continuarão normalmente, disse um representante à Reuters via telefone.

Como parte de novas medidas de segurança aplicadas desde janeiro no porto, os capitães de embarcações têm a obrigação de reportar qualquer caso suspeito entre os membros da tripulação. Todas as pessoas que entram na zona portuária também devem apresentar documentos atestando as condições de saúde, acrescentou a assessoria de imprensa.

Não foi registrado nenhum caso suspeito nos navios que chegam a Paranaguá, segundo autoridades do local.

Fonte: Época Negócios