Portos do Itajaí-Açu retomam atividades

Acesso ao canal foi liberado ontem, e perdas podem chegar a R$ 640 mil
Depois de três dias fechados por causa da ressaca no mar, os portos de Itajaí e Navegantes voltaram ontem à normalidade. Por volta das 8h, foi reaberto o canal do Rio Itajaí-Açu e os quatro navios que estavam atracados puderam partir. Não há previsão de atrasos para hoje.
O custo de cada navio parado é, em média, de US$ 30 mil por dia, de acordo com cálculo da Itajaí Práticos, que gerencia o tráfego dos navios nos portos que operam no Rio Itajaí-Açu. Somados os quatro navios parados desde quarta à noite até a reabertura do canal ontem, o prejuízo para os portos pode chegar a R$ 640 mil.
Três navios ficaram atracados nos berços do Porto de Navegantes (Portonave) e um no Porto de Itajaí.
O controlador de tráfego portuário de praticagem, Adolfo Cordeiro Júnior, informou que tão logo a barra foi aberta, às 8h, as quatro embarcações puderam sair e outras cinco adentraram no canal.
A assessoria da Portonave informou que, enquanto a barra estava fechada, dois navios pularam a escala que fariam em Navegantes e seguiram para o Porto de Paranaguá (PR). Hoje será avaliado se esses navios retornam ou não a Navegantes, segundo a assessoria.
O canal de acesso ao Complexo Portuário do Rio Itajaí-Açu foi fechado pela Delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí na noite de quarta-feira. O motivo foi a ressaca no mar que provocou ondas de até quatro metros de altura.
Cordeiro explicou que o limite máximo de tolerância para as ondas é de dois metros de altura. O balanço excessivo do mar pode fazer com que as embarcações batam no fundo do canal, como informou o controlador de tráfego.
No Porto de São Francisco do Sul, ao contrário de comunicado divulgado na sexta-feira, as operações não chegaram a ser paralisadas, segundo o gerente de operações Luiz Lima. Ele afirmou ontem que, com a previsão de ressaca, os navios foram colocados dentro da baía e a operação não foi interrompida.
O Porto de Imbituba, no Sul do Estado, não registrou atrasos de atracação nem de saída de navios. A assessoria de imprensa informou que apesar do mar agitado, a escala não foi prejudicada.

Fonte: Diário Catarinense/ALÍCIA ALÃO