Porto do Recife inicia obra de dragagem

A draga da empresa holandesa Van Oord está na capital pernambucana e em operação

O Porto do Recife deu início a obra de dragagem, serviço de desassoreamento e desobstrução dos berços de atracação, canais de acesso e bacias de evolução. O objetivo é estabelecer uma profundidade satisfatória para o porto e viabilizar a navegação para navios de maior tonelagem. Atracada desde o dia 20/01, a draga holandesa "Lelystad" começou a operar no último sábado (22).

A previsão é que a draga conclua o serviço de desassoreamento de todos os trechos previstos em 40 dias. Os berços 00 ao 01 serão aprofundados para 10 metros; os berços 02 ao 06, para 11 metros; e dos berços 07 ao 09, para 8 metros. Os trechos chegarão às profundidades máximas, na maré alta, de 12,70m, 13,70m e 10,7m respectivamente. Serão aproximadamente 832.200 mil metros cúbicos de sedimentos dragados do cais acostável, canal interno e bacia de evolução.

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“O crescimento nas operações do Porto do Recife não é uma expectativa, é uma realidade. Hoje nós temos uma demanda que não podemos atender porque a profundidade do nosso cais não suporta navios de maior tonelagem. O açúcar que exportamos tem um crescimento previsto de cerca de 40%. Os fertilizantes que importamos principalmente da Bélgica têm uma expectativa de 20% de incremento. O milho que abastece a avicultura de Pernambuco e da Paraíba também crescerá cerca de 40%. A barrilha, um dos principais produtos que movimentamos na capital pernambucana, tem previsão de 30% de crescimento. O material metalúrgico, que apresentou um crescimento de 172,53% em 2021, possui uma expectativa de incremento de 10%. Essa nova fase do Porto do Recife, que se inicia com a obra de dragagem, tornará o nosso terminal ainda mais atrativo para novos investidores”, afirma José Lindoso, presidente do ancoradouro.

No final de 2019, o governo do estado e a União assinaram um Termo de Compromisso com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para a execução das obras de dragagem do cais acostável. Em junho de 2021, foi publicado no Diário Oficial do estado o aviso de licitação para contratação de empresa que executará a obra. A empresa holandesa Van Oord foi vencedora e contratada para o serviço.

Foram contratadas também através de licitação as empresas Eicomnor e DBF para realizar a supervisão de obra e monitoramento ambiental. O recurso federal destinado para todas as etapas da obra soma R$ 28.387.413,54. Após a finalização do serviço de dragagem, o calado ainda passará pela homologação da Marinha do Brasil.

O último desassoreamento realizado no porto da capital pernambucana foi realizado em 2012.


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