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Porto de Suape terá terminal açucareiro

A implantação de um Terminal Açucareiro voltado para exportação de açúcar refinado no Complexo Industrial e Portuário de Suape está perto de sair do papel. Segundo o vice-presidente do Porto, Sidnei Aires, na próxima semana a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) deve concluir a análise do projeto. A partir de então, após 60 dias, o processo licitatório para arrendamento por 25 anos de 7,2 hectares da retroárea do Cais 5 estará concluído. O local ficará pronto para receber as obras em meados de abril. Com isso, a expectativa é que o empreendimento esteja pronto ainda em 2010. A empresa que vencer a concorrência para operar o terminal investirá algo em torno de R$ 100 milhões para ter a capacidade de movimentar 540 mil toneladas de açúcar por ano, oriundos de Pernambuco, Alagoas e do Rio Grande do Norte. Os cálculos da diretoria de Suape apontam uma geração de 100 empregos diretos na construção e 60 postos durante a operação do empreendimento. O grupo mais cotado para assumir o terminal é a trading inglesa EDF & Man, a maior do mundo em distribuição de açúcar. Para o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar), Renato Cunha, o empreendimento terá uma importância estratégica para o Estado. Primeiro por ser voltado à exportação de um produto de maior valor agregado. No mercado internacional, o açúcar refinado custa entre US$ 40 e US$ 80 a mais por tonelada que o açúcar VHP ou demerara, mais consumido como matéria-prima. Pernambuco foi o alvo de interesse da empresa justamente por sua produção destacada do chamado açúcar branco. Uma rápida comparação mostra a expertise pernambucana nesse nicho. Enquanto no Centro-Sul, maior região produtora do País, das 28 milhões de toneladas anuais de açúcar fabricadas, 700 mil são do tipo refinado; em Pernambuco são produzidas entre 400 mil e 500 mil toneladas. O volume representa 50% do total de exportações de açúcar no Estado. Outro aspecto positivo mencionado por Renato Cunha é que a EDF & Man busca preencher uma lacuna de mercado que persiste desde 2005, quando a produção de açúcar de beterraba da Europa começou a cair. As cargas que vierem a sair de Suape teriam como destinos principais o Norte da África (Argélia, Marrocos, dentre outros) e os países europeus localizados próximos do Mar Mediterrâneo. No outro lado do negócio, o vice-presidente de Suape, Sidnei Aires, projeta uma receita anual de R$ 3 milhões para o complexo, gerada diretamente pelo terminal. Do total, R$ 1 milhão viriam do pagamento anual pelo arrendamento e outros R$ 2 milhões das tarifas portuárias na movimentação das cargas.(Fonte: Jornal do Commercio/PE)

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