O Porto de Santos registrou um ataque pirata na madrugada de domingo (2). O alvo da ação dos bandidos foi o navio Cap San Marco, de bandeira dinamarquesa, que estava a cerca de 20 quilômetros do terminal quando foi abordado. Pelo menos um tripulante foi rendido e amarrado por um grupo de homens armados. Os criminosos conseguiram fugir após o ataque.

Segundo informações da Polícia Federal, foram encontrados 402 kg de cocaína à bordo. A carga de entorpecentes era, provavelmente, o alvo dos bandidos, mas a ação, aparentemente foi frustrada. As autoridades acreditam que a movimentação dos tripulantes possa ter afugentado o bando, que fugiu do local em duas embarcações rápidas de pequeno porte.

Conforme depoimentos da tripulação, pelo menos cinco criminosos abordaram a embarcação portando armas longas, e renderam um marinheiro filipino de 50 anos que fazia a ronda noturna no convés. O homem ficou amarrado durante os 45 minutos em que os bandidos estiveram a bordo, e foi libertado por colegas, que, em seguida, informaram o porto via rádio. A Polícia Federal foi acionada.

 

O navio atracou em um terminal da Margem Esquerda, em Guarujá (SP), na manhã de domingo e passou por revistas da Polícia Federal, da Receita Federal e da Marinha do Brasil. No local, foi encontrado um contêiner com lacre rompido, mas não localizaram nada ilícito inserido nele nem de que algo havia sido roubado. As autoridades trabalham com a hipóteses de que o contêiner seria aquele utilizado pela quadrilha para inserir um carregamento ilegal, provavelmente cocaína, para ser levado para a Europa.

Cocaína

Os 402 kg de cocaína localizados pelas autoridades no Cap San Marco não foram colocados no navio durante a invasão, dizem as autoridades. A droga estava em um contêiner, no porão da embarcação. A carga era monitorada pela Receita Federal desde o Porto de Paranaguá (PR), onde foi embarcada.

Em nota, a Hamburg Süd, empresa proprietária do navio, disse que vai apurar os fatos e auxiliar as autoridades no decorrer das investigações que foram abertas.

Fonte: Destak

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