Porto do Açu

LLX tem mais uma perda no Porto do Açu

A suspensão da licença ambiental para a usina a carvão no porto do Açu deve levar a Eneva (ex-MPX) a desistir do projeto, com capacidade projetada de 2,1 mil megawatts (MW). Segundo fontes próximas, a empresa já vinha tendo dificuldades em comprovar a viabilidade do empreendimento, devido ao cancelamento de projetos siderúrgicos no porto, que dividiriam os custos de importação do combustível. Para analistas, o principal prejudicado com a medida é a LLX, controladora do porto, que pode perder mais um cliente, uma semana após a conclusão do aumento de capital, que transferiu o controle à americana EIG.

A suspensão da licença ambiental para da usina a carvão no porto do Açu deve levar a Eneva (ex-MPX) a desistir do projeto, com capacidade projetada de 2,1 mil megawatts (MW). Segundo fontes próximas, a empresa já vinha tendo dificuldades em comprovar a viabilidade do empreendimento, devido ao cancelamento de projetos siderúrgicos no porto, que dividiriam os custos de importação do combustível. Para analistas, o principal prejudicado com a medida é a LLX, controladora do porto, que pode perder mais um cliente, uma semana após a conclusão do aumento de capital, que transferiu o controle à americana EIG.

Segundo a presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos, a decisão por não renovar a licença é justificada por mudanças legais e conjunturais nos cinco anos que se passaram após a autorização das obras da usina. "Do ponto de vista legal, não havia, em 2008, legislação federal e estadual sobre mudanças climáticas, que caminham na direção da redução de emissões", explica Marilene, acrescentando que a térmica, sozinha, responderia por 10% das emissões de gases de efeito estufa do estado do Rio.

"E o porto tinha perspectiva de crescimento com grande necessidade de energia, mas deve demorar a atingir este patamar. É possível que até lá as necessidades possam ser supridas com gás natural", conclui a presidente do Inea. A Eneva tem um projeto de geração a gás no mesmo local, com capacidade para 3,3 mil MW, que depende do aumento da oferta do combustível no país.

Nos últimos anos, o porto do Açu vem perdendo uma série de parceiros, como as siderúrgicas Techint e Wuhan. A expectativa original previa a absorção de sinergias entre os projetos siderúrgicos e as térmicas no que diz respeito à importação de carvão, que seria feita nos mesmos navios usados para levar minério do projeto Minas-Rio, hoje controlado pela Anglo American. O cancelamento dos projetos siderúrgicos pôs em xeque a viabilidade da usina térmica, que já não participou do último leilão de energia realizado pelo governo este ano.

A Eneva informou que está aguardando notificação pelo Inea para avaliar quais medidas adotar com relação à não renovação da licença. Fontes próximas à empresa, porém, não acreditam em reação. A emissão da licença, em 2008, enfrentou oposição dentro do próprio governo do estado, uma vez que a área ambiental já havia se posicionado contra a geração de energia a carvão. Na ocasião, porém, prevaleceu a posição em prol de incentivo aos empreendimentos de Eike Batista, controlador da então MPX.

Se confirmada, a desistência do projeto representa mais um baque no projeto do porto do Açu. As térmicas da Eneva estão hoje entre os cinco clientes que pagam pelo uso da área do complexo industrial - os outros são OSX, NOV, Flexibrás e Intermoor. De acordo com o balanço do segundo trimestre da geradora de energia, o contrato de aluguel tem 35 anos de vigência e soma R$ 114,6 milhões. Em seu balanço, a LLX informa ter recebido, no segundo trimestre, R$ 1,923 milhão pelo aluguel da área das térmicas. De acordo com uma fonte, a E.ON, nova controladora da Eneva já fala em renegociar o contrato de cessão do uso de área no complexo industrial do porto.

Procurada, a LLX disse apenas que "está acompanhando o assunto e avaliando as medidas que serão adotadas". A interdependência entre as empresas criadas por Eike Batista pode provocar novos problemas à empresa, uma vez que a empresa de construção naval do grupo OSX, também enfrenta dificuldades por conta do cancelamento de contratos. Dona de um estaleiro no porto do Açu, a OSX pagou R$ 14,9 milhões em aluguel à LLX no segundo trimestre de 2013.

Em maio, a empresa anunciou novo plano de negócios, adiando a definição sobre as obras da segunda fase do estaleiro, voltada à construção de cascos de embarcações. No momento, apenas a primeira fase, que compreende um canteiro de obras para a integração de módulos de plataformas, está em curso. O projeto foi elaborado para atender a demanda de plataformas de produção da OGX, que reviu seus planos de crescimento após a frustração com suas descobertas de petróleo.

Na terça-feira, Eike Batista anunciou a demissão do presidente e do diretor jurídico da petroleira, Luiz Carneiro e José Roberto Faveret, além da contratação de uma consultoria para auditar a empresa, como parte do plano de reestruturação da dívida. Carneiro foi substituído pelo diretor financeiro da companhia, Paulo Natércio Simões Amaral, indicado pela assessoria financeira Angra Partners, que ajuda Batista no processo.

NÚMEROS strong>R$1,9 mi: Aluguel pago, no segundo trimestre de 2013, pela Eneva à LLX como aluguel terreno no Porto do Açu onde estão projetadas as usinas térmicas.

2,1 mil: Potência, em megawatts, da térmica a carvão do complexo do Açu. O outro projeto na área, movido a gás natural, compotência de 3,3 mil MW.

OGX mantém alta em bolsa e fecha a R$ 0,47

As ações da OGX mantiveram o ritmo de alta no pregão de ontem da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), impulsionadas por rumores da proximidade de um final feliz para o processo de reestruturação financeira da companhia. Os papéis subiram 38,2% no pregão de ontem, após uma alta de 48% no dia anterior. Mais uma vez, a participação do fundo Vinci Partners, com injeção de recursos na companhia, esteve entre as apostas dos investidores.

Sozinha, a empresa foi responsável 1,68 pontos percentuais da alta de 1,80% do Ibovespa, principal índice da bolsa paulista. Os rumores de ontem falavam sobre uma injeção de cerca de US$ 200 milhões na empresa, suficiente para dar prosseguimento ao desenvolvimento da produção de petróleo nos campos de Tubarão Martelo, na Bacia de Campos, e do bloco BS-4, em Santos.

Segundo as especulações, a demissão do presidente e do diretor financeiro da companhia teria como objetivo abrir caminho para a injeção de capital por um novo sócio, em movimento que pode culminar coma saída de Eike Batista do controle da petroleira. Os dois estavam na linha de frente das negociações para a reestruturação da dívida, que eram conduzidas junto a credores internacionais em Nova York.

Outras empresas ligadas ao grupo de Eike Batista, porém, tiveram desempenho diferente: LLX fechou o pregão em queda de 2,49% e MMX caiu 2,86%. Esta última interrompeu uma trajetória de alta motivada pelo anúncio da venda do Superporto do Sudeste a Trafigura e Mubadala, em operação que deve representar o aporte de US$ 400 milhões.

Fonte:Brasil Econômico/Nicola Pamplona

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