A nova gestão dos Portos do Paraná vai trabalhar em parceria com a Marinha do Brasil para garantir mais segurança na navegação e no tráfego dos navios que operam no Estado. A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) também atuará em conjunto com a Capitania dos Portos em estudos de dragagens e na adoção de um sistema de calado dinâmico, que pode melhorar o fluxo de cada manobra. 

O tema foi discutido pelo diretor-presidente da Appa, Luiz Fernando Garcia da Silva, em reunião com o comandante do 8º Distrito Naval, vice-almirante Claudio Henrique Mello Almeida; o atual capitão dos Portos do Paraná, capitão de Mar e Guerra Germano Teixeira da Silva; e o capitão de Mar e Guerra Rogério Machado, que assume a Capitania nesta quinta-feira (17).

“Queremos atuar em parceria com a Marinha desde o início dos estudos. O calado dinâmico já está sendo implantado no Porto de Santos e é uma alternativa que otimiza as dragagens e determina qual o calado máximo para cada manobra, de acordo com o tipo do navio, velocidade, movimento das ondas e vento”, explica Luiz Fernando.

 

Segundo o comandante do 8º Distrito Naval, vice-almirante Claudio Henrique Mello Almeida, a preocupação com segurança deve pautar a relação nos próximos anos. “A expectativa é que, a partir da retomada do crescimento econômico, o pais tenha um aumento da atividade portuária. Assim, devem aumentar também as ações para segurança do tráfego aquaviário”, disse. 

Para o novo capitão dos Portos do Paraná, capitão de Mar e Guerra Rogério Machado, a atuação deve beneficiar todo o Litoral do Estado. “O porto tem uma grande participação no contexto de segurança e melhoria, já tem uma parceria histórica com a Marinha, e agora nós vamos trabalhar juntos para que a região possa crescer”, adianta. 

CRESCIMENTO: No ano passado, 2.322 navios atracaram nos Portos de Paranaguá e Antonina e nos terminais privados que operam no Litoral do Paraná. Para não comprometer a chegada de navios é preciso investir em manutenções periódicas e retirar a areia que vai se depositando no fundo do mar. Além disso, é preciso realizar dragagens de aprofundamento, que aumentam a profundidade em que o navio fica submerso na água – o chamado calado. 

Com investimento de mais de R$ 400 milhões, do Governo Federal, o Canal da Galheta teve o calado ampliado de 15 para 16 metros. As áreas intermediárias passaram a ter 15 metros e a profundidade na baía de evolução chegou a 14 metros. Nos berços de atracação, o calado agora é de 13,8 metros. 

A iniciativa aumentou a capacidade de carga por navio e dá condições de receber embarcações maiores, como porta-contêineres de 368 metros e graneleiros com capacidade de embarque de 100 mil toneladas. Com isso, a estimativa é movimentar 3,8 milhões de toneladas a mais, por ano.

Fonte: Appa

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