As defesas de cinco dos sete detidos pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Tritão, na última quarta-feira (31), tiveram indeferidos os pedidos de revogação da prisão temporária. Os executivos devem permanecer presos até, pelo menos, a próxima quinta-feira (8), quando termina o prazo de 10 dias de detenção. Além do ex-presidente da Companhia Docas do Estado de SãoPaulo, José Alex Oliva, e do diretor de Relações com o Mercadoe a Comunidade, Cleveland Sampaio Lofrano, foram presos temporariamente (por cinco dias) e depois tiveram a prisão prorrogada (por mais cinco dias) Carlos Antônio de Souza, ex-assessor da Docas, Gabriel Nogueira Eufrásio, superintendente jurídico da Autoridade Portuária, e os empresários Mario Jorge Paladino, Joabe Francisco Barbosa e Joelmir Francisco Barbosa. Os dois últimos, além de Oliva, Cleveland e Eufrásio, tentaram reverter as prisões, mas tiveram os pedidos negados pela Justiça. Entre os motivos, está a apreensão de grande volumede material,“não tendo havido hábil tempo para a conclusão dos trabalhos de análise”.Também é apontado nos autos o fato de que a investigação abrange fatos complexos, a análise de inúmeros documentos e condutas de pessoas com alto poder econômico e político. “Existe a possibilidade de que, solto, o requerente adote condutas que tornem difícil ou mesmo impossível o adequado esclarecimentodos fatos”.JurídicoO advogado de Gabriel Eufrásio, Eugênio Malavasi, desmentiu a hipótese de que ex-superintendente jurídico da Codesp tem a intenção de fazer uma delação premiada. A defesa também destaca que não entrará com pedido de habeas corpus, já que acredita que ele não será deferido por conta da “especificidade da prisão temporária”.“Não tem nada de delação. Ele não procurou ninguém durante o final de semana de feriado, nada”, afirmou Malavasi.A Reportagem não conseguiu contato com advogados de outros envolvidos na Operação Tritão até a publicação desta matéria.

 

Fonte: A Tribuna

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