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Operação plena

Novo terminal de contêineres do porto de Santos é inaugurado. BTP poderá movimentar 1,2 milhão de TEUs - A Brasil Terminal Portuário (BTP), terminal multiuso na região da Alemoa, à margem direita do porto de Santos, foi oficialmente inaugurada em 28 de novembro após período pré-operacional iniciado em 14 de agosto. Naquele dia, recebera o primeiro navio, o MSC Challenger, de 2,6 mil TEUs, que descarregou 81 TEUs e embarcou outros 220 com destino aos portos do Caribe e dos Estados Unidos. O início das operações havia sido possível graças à liberação da licença de operação pelo Ibama em 17 de julho. Em 3 de julho, a Empresa havia obtido também o alfandegamento para a fase 1 do terminal. O início das operações se deu com navios limitados a 7,5 mil TEUs, por conta das dragagens nos berços então em curso, sob responsabilidade da Van Ord.

O início da operação plena começou a ser desenhada com a licença de operação para a fase 2, expedida pelo Ibama em 7 de outubro. Logo após, em 11 de outubro, o terminal recebeu a declaração de alfandegamento para a fase 2. Com as novas autorizações, a área alfandegada da BTP passou de 205.131 metros quadrados para 323.734 metros quadrados, o que corresponde à área de pátio, armazém e cais. Estão operacionais a extensão total do cais (1.108 metros acostável), o complemento da área do pátio de contêineres, que totaliza 280 mil metros quadrados, e demais edificações do terminal, como a casa de visitantes, a área de apoio aos motoristas e a área destinada à fumigação de contêineres (procedimento para desinfestação de materiais). O alfandegamento do terminal é válido até 2027.

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Até o final do ano, a expectativa é que a BTP já esteja operando com toda a sua capacidade instalada para movimentação de contêineres, após concluídos serviços de dragagem de aprofundamento na bacia de evolução. O terminal poderá receber simultaneamente três navios com capacidade para 9,2 mil TEUs, movimentando até um total de 1,2 milhão de TEUs/ano (capacidade estática de 34.600 TEUs) e 1,4 milhão de toneladas de granéis líquidos.

O novo terminal é uma joint venture entre a APM Terminals e a TIL, empresas vinculadas a dois dos maiores armadores de contêineres do mundo (Maersk Line e MSC) e já havia conquistado, antes da inauguração, serviços do Golfo dos Estados Unidos e do Extremo Oriente, além de escala de importação de um serviço para o Mediterrâneo. A tendência é que a Maersk Line e a MSC concentrem suas operações em Santos na BTP.

A BTP demandou R$ 2 bilhões em investimentos e promoveu a remediação de um dos maiores passivos ambientais do estado de São Paulo e o maior em área portuária. O terminal possui oito portêineres, 26 transtêineres, sete empilhadeiras, 40 terminal tractors e 18 gates de entrada e saída automatizados. Seu processo de recebimento de carretas prevê o agendamento prévio dos veículos e é o único terminal da região que possui um estacionamento exclusivo para que os caminhões recebidos permaneçam dentro das suas instalações, com a eliminação das filas.

Para melhorar o acesso, a BTP investe cerca de R$ 8,8 milhões na remodelação de cerca de mil metros da Avenida Engenheiro Augusto Barata, conhecida como “Retão da Alemoa”, em Santos, que compõe o complexo da Avenida Perimetral que dá entrada aos terminais da margem direita do porto. Prevista para ser concluída em nove meses, a reforma consiste na reconstrução de aproximadamente um quilômetro de extensão das pistas frontais ao terminal, incluindo as quatro faixas de rolamento para entrada no Porto de Santos. Uma faixa adicional será acrescida às duas faixas de saída já existentes, no sentido Centro-Via Anchieta, resultando em três faixas. No total, serão sete pistas de entrada e saída. A intervenção está sendo realizada em substituição ao viaduto que seria construído para acesso ao terminal.

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