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Noroeste do Paraná terá trilhos da Ferrosul

O presidente da Ferroeste, Samuel Gomes, recebeu nesta terça-feira (30) o prefeito de Campo Mourão, Nelson José Tureck, município por onde passará a extensão da ferrovia em bitola larga que ligará Panorama/SP-Maringá/PR/Chapecó/SC-Porto de Grande (RS).
A nova ferrovia está prevista no Projeto de Lei nº. 5.479/2009, aprovado pela Comissão de Viação e Transporte da Câmara, em projeto de autoria pelo deputado federal professor Ruy Pauletti (PSDB/RS) e relatado pelo deputado Jaime Martins (PR/MG).
No momento, o projeto está na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, sendo relator o deputado federal Beto Albuquerque (PSDB/MG), que integra o grupo de parlamentares sulistas que lutam pela criação e consolidação da Ferrosul, a partir da transformação da Ferroeste em empresa regional, mediante a incorporação dos estados do Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul no quadro de sócios da Empresa, como decidiram os governadores do Codesul.
Na manhã desta terça (30) o presidente da Ferroeste conversou com o deputado Beto Albuquerque para solicitar que o projeto seja mantido na forma como foi aprovado na Comissão de Viação e Transporte.
“Precisamos fortalecer as regiões do interior do Brasil que são produtoras de alimentos e que não contam com ferrovias, melhorando a sua infraestrutura logística e sua integração com os demais modais de transporte e com os portos. É o caso do Sudoeste do Mato Grosso do Sul, do Noroeste do Paraná, especialmente Campo Mourão, do Cantuquiriguaçu, do Sudoeste do Paraná, do Oeste de Santa Catarina e do Noroeste do Rio Grande do Sul. São estas as razões que suportaram o nosso pedido ao deputado Beto Albuquerque para que o seu relatório contemple a construção de modernas ferrovias em bitola larga nestas regiões. Temos confiança de que seremos atendidos, porque o deputado é um firme parceiro da Ferrosul”, afirma Samuel Gomes.
A construção da ferrovia ligando Panorama-SP ao Porto de Rio Grande também foi contemplada no anúncio do PAC 2, ontem, em Brasília, pelo governo federal. O projeto é complementar aos ramais que a Ferrosul construirá entre Maracajú/MS-Cascavel/PR e Guarapuava/PR-Porto de Paranaguá e com a ferrovia Leste-Oeste de Santa Catarina, que ligará o Porto de Itajaí ao município de Dionisio Cerqueira/SC.
O prefeito Nelson José Tureck explicou que Campo Mourão “é o pólo brasileiro de alimentos” e que possui um dos maiores entroncamentos rodoviários do Paraná”. Além disso, disse Tureck, o município é sede da “maior cooperativa da América Latina – a Coamo –, que este ano colheu dois milhões de sacas de soja por dia”.
Em Campo Mourão também está a maior empresa de processamento de carne do mundo, a Tyson Foods do Brasil, informa Tureck, e logo se instalará na região a cooperativa CVale, de Palotina, outra gigante do setor.
Tureck disse que a Ferrosul vai aumentar o potencial econômico da região porque “beneficia o produtor e vai baratear o custo do transporte”‘ do milho, da soja e do trigo, além do frango e da agropecuária em geral. No setor industrial, Campo Mourão também sedia a Colacril, maior empresa de adesivos do país.
De acordo com o presidente da Ferroeste, quanto mais à Oeste forem construídas as ferrovias maior será a integração do Brasil e da América do Sul e maior a possibilidade de industrialização do interior. Esta é a missão da Ferrosul.
A mesma é a opinião do economista do BRDE e membro do Grupo de Trabalho da Ferrosul instituído pela Resolução Codesul 1042/09. Segundo Nelson Sofiatti, Campo Mourão, no interior do Paraná, “‘ainda não tem ferrovia e possui uma grande produção agropecuária”. A ferrovia, segundo ele, “vai estar ligando o interior aos portos, Paranaguá, principalmente”.
“O grande papel dessa ferrovia”, acrescenta o economista do BRDE, “unindo o interior do Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e o interior de São Paulo, será permitir a industrialização dessas regiões”. Segundo ele, atualmente, os maiores parques industriais brasileiros estão na costa. “A ferrovia cria novos fatores de competitividade”.
A Coamo, cooperativa que é a segunda maior exportadora do Paraná, depois que começou a utilizar a linha da Ferroeste para transportar soja da região de Cascavel para Guarapuava, onde tem uma fábrica de óleo, teve uma redução superior a 30% no valor do frete quando comparado com o transporte por caminhão. “Este é um caso concreto”, observa o presidente da Ferroeste, Samuel Gomes, “de como a ferrovia pública é mais barata do que o transporte convencional por rodovia”.
O frete mais barato que é pago pela Coamo somente é possível porque neste caso a Ferroeste domina todos os processos logísticos da operação, desde a sua origem, em Cascavel, até o destino, em Guarapuava, utilizando vagões, locomotivas e linhas próprios.
“É um projeto-piloto que está funcionando bem”, afirmou o presidente da Coamo, Aroldo Gallassini, e que está apresentando um bom desempenho operacional. “À medida que for se viabilizando economicamente” – acrescentou – “barateando o frete, a operação poderá atingir um volume maior”.
“Com a nova ferrovia, que construiremos em bitola mista – larga e métrica – na região sede da Coamo, Campo Mourão, nossa parceria vai se ampliar e se aprofundar. A Ferrosul será um fator decisivo para que a região experimente um salto de produtividade e de aumento na renda dos produtores”, completa o presidente da Ferroeste, Samuel Gomes.

Fonte: Agência Estadual de Notícias

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