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Movimento 30% maior no porto do Mucuripe

A draga deve retirar aproximadamente 15 mil metros cúbicos de pedras do Porto do Mucuripe até julho. As obras darão maior operacionalidade ao berço 103, destinado à atracação de navios graneleiros e custam, na primeira fase, R$ 7 milhões
Com a derrocagem, o Porto do Mucuripe receberá navios graneleiros de maior porte e com mais carga, aumentando em até 30% a movimentação (Foto: Talita Rocha)
O Porto do Mucuripe deve aumentar em 30%, ainda este ano, a movimentação de navios graneleiros de grande porte (destinados ao carregamento de grãos como trigo, cevada e milho) a partir da primeira fase do projeto de derrocagem (retirada de areia, lama e rochas).
A draga, embarcação que tira sedimentos do fundo do mar, iniciou ontem as obras derrocagem que devem durar cerca de 10 meses. ``Mas posso garantir que esta fase será terminada em menos tempo, até julho``, explica Sérgio Novais, diretor presidente da Companhia Docas do Ceará.
As obras estão orçadas em em R$ 7 milhões com recursos da Secretaria Especial de Portos (SEP), e vai aumentar a profundidade do berço 103, destinado principalmente à atracação de navios graneleiros e que atracavam primeiro em capitais como Salvador e Recife. ``Estas capitais possuem portos com mais profundidade. Com este projeto vamos conseguir reduzir o frete e aumentar a movimentação de navios que precisam descarregar aqui, que no ano passado foi de 750 embarcações``, comemora Novais.
A draga vai retirar aproximadamente 15 mil metros cúbicos de pedra e sedimentos, aumentando a profundidade para 11 metros no berço 103.
Dragagem
Está prevista ainda para este ano a segunda fase da obra destinada à dragagem (retirada de areia do fundo do mar) no Porto do Mucuripe. Com a obra, a profundidade do Porto, que atualmente é de 10,5 metros, deve chegar a 14 metros, possibilitando a atracação de navios de até 100 mil toneladas (o dobro da capacidade de recebimento atual).
Serão investidos R$ 63 milhões do Programa Nacional de Dragagem da SEP. ``O edital de licitação já foi lançado e o processo licitatório está previsto para o dia oito de abril. A expectativa é de que esta segunda fase termine ainda este ano``, informa o diretor presidente da Companhia Docas do Ceará.
Novais destaca ainda que existe uma terceira e última fase, que deve custar cerca de R$ 15 milhões, destinada à retirada total das rochas que estão no entorno do Porto. ``Existe uma camada profunda de arenito e precisamos retirar toda essa área para que os navios possam de fato atracar. Tudo está sendo feito com o aval do Instituto Labomar, que está realizando estudos de impactos ambientais antes, durante e depois das obras``, explica.
Segundo Sérigio Novais, o convênio, com a duração de quatro anos, foi firmado no mês passado e custou R$ 1,4 milhão. ``Os técnicos irão fazer todo o monitoramento para garantir que a obra seja realizada sem prejudicar o meio ambiente``, diz.

(Fonte: O Povo/CE/Helaine Oliveira

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