Principal aposta do Estado no projeto de hub portuário, o Porto do Pecém continua contabilizando bons indicadores de movimentação. Em setembro, o terminal apresentou um incremento de 4% nos embarques de mercadorias e de 7% nos desembarques, na comparação com igual mês do ano passado, registrando a segunda maior movimentação do ano, atrás apenas do montante observado em março. 

Já no acumulado entre janeiro a setembro, o porto movimentou 13,1 milhões de toneladas, 13% a mais do que no mesmo período de 2017.

No desembarque de cargas, o crescimento também foi de 13 %, passando de 8,8 milhões de toneladas de janeiro a setembro de 2017, para 10,0 milhões de toneladas neste ano. E o embarque de cargas apresentou o aumento de 12%, com a movimentação de 3,1 milhões de toneladas. Entre as principais cargas movimentadas no Porto do Pecém, se destacam os “granéis sólidos”, que representam 62% das movimentações, “carga geral solta” (20%), “carga conteinerizada” (16%) e os “granéis líquidos” (2%).

 

Segundo afirma Danilo Serpa, presidente da Cipp/SA (novo nome da Cearáportos, empresa que controla as operações do terminal), a expectativa é de que o porto ultrapasse a marca de 2017.

“No ritmo em que estamos, a expectativa é superar a marca do ano passado. Temos investido em equipamentos, infraestrutura e para atrair cada vez mais cargas para o Pecém”, afirma Serpa.

Placas de aço e eólicas

As placas de aço, produzidas pela Companhia Siderúrgica do Ceará (CSP), instalada no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), são uma das cargas de maior movimentação pelo Pecém. O peso comercial delas, inclusive, vem tornando a exportação pelo Porto cada vez mais relevante ante às importações.

O total de placas movimentadas este ano – contabilizadas de 1º de janeiro até 10 de outubro – chegou a 2.274.236,02 toneladas. Entre os principais destinos da mercadoria estão: Estados unidos (36,49%), Turquia (17,22%), Coréia do Sul (7,02%), Brasil (5,94%), e Polônia (5,59%). Já as pás eólicas, cuja exportação também experimenta um incremento juntamente com os aerogeradores produzidos no Ceará, teve a movimentação pelo Pecém 97% maior. O número de peças saiu de 247 nos sete primeiros meses de 2017 e passou para 474 em igual período deste ano.

Fonte: Diário do Nordeste

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