Cerca de 22 mil contêineres de importação já liberados pela Receita Federal ficaram retidos no Porto de Santos, durante a greve nacional dos caminhoneiros. Cinco dias após a liberação da vias, a maior parte desta carga ainda continua represada nos terminais. Enquanto isso, o movimento de navios segue intenso no canal de navegação. Para esta terça-feira (5), estão programadas as entradas de 16 embarcações e a saída de 20.

Desde sexta-feira, os terminais do Porto intensificaram suas operações para minimizar os reflexos dos 10 dias sem o acesso de mercadorias no cais santista. Isto aconteceu por conta dos bloqueios de caminhoneiros em três pontos do complexo. Os prejuízos superam a marca de R$ 1,5 bilhão para o setor da navegação. 

De acordo com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), estatal que administra o Porto de Santos, ontem, foram realizadas 39 movimentações de navios, com 18 atracações e 21 desatracações de cargueiros no complexo. 

 

O número supera a média diária de acesso de embarcações ao cais santista. No mês passado, 406 embarcações atracaram em terminais do Porto, cerca de 13 por dia. 

As instalações especializadas na movimentação de granéis sólidos foram as que mais rápido retomaram suas operações, com o fim da greve. Com estoques baixos e acessos livres, esses terminais não precisaram de grandes esforços para abastecer seus silos. 

Apesar do maior movimento de embarcações e de veículos carregados, segundo o presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos e Região (SDAS), Nívio Peres dos Santos, a situação dos contêineres de importação só será normalizada na próxima semana. O problema, segundo ele, está na logística da retirada das milhares de caixas metálicas represadas. 

“A questão é que, operacionalmente, os terminais têm uma determinada capacidade de entrega de cargas, por conta de estoque, equipamentos. Não é possível adiantar muito esse processo de retirada das cargas represadas”, destacou Nívio.

O executivo explica que os 22 mil contêineres retidos caíram no canal verde de verificação da Receita Federal. Nesse caso, é necessária apenas a conferência documental das cargas. 

O problema ainda tende a se agravar caso os auditores fiscais da Receita Federal prorroguem, até o final desta semana, o movimento que impede a conferência e a liberação dos contêineres que caem no canal vermelho. Normalmente, as cargas de importação que caem neste parâmetro necessitam de conferência documental e física, levando entre 24 e 48 horas para serem liberadas pela Receita Federal.

Líquidos

No setor de líquidos, as operações no Porto de Santos foram retomadas em ritmo intenso. Mas boatos de uma nova paralisação de caminhoneiros reduziram o movimento ontem. Segundo o diretor do conselho de administração da Associação Brasileira de Terminais de Líquidos (ABTL), Mike Sealy, a situação estará normalizada na próxima semana. 

Fonte: A Tribuna

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