A edição da medida provisória 832, que estabeleceu as novas regras para o cálculo do frete, deve impactar no custo do transporte de cargas no País. Conforme o sindicato das empresas transportadoras, o custo de uma viagem poderá ser reajustado em até 70%.

De acordo com o diretor regional do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcerges), Alaor Coelho Canez, a fórmula de cálculo do frete foi alterada. “Antes da decisão do governo, o custo de uma carga era calculado em cima do peso e da distância que a mercadoria percorria”, explica.

Com a mudança, o novo cálculo leva em consideração o valor do quilômetro rodado, segundo o tipo de caminhão, a quantidade de eixos e as distâncias percorridas. Existem cinco faixas de valor, por conta do tipo de caminhão. Elas também se dividem conforme a distância percorrida. Quanto mais longe, mais caro se torna o custo do quilômetro rodado. “O valor poderá ser até 70% maior do que as transportadoras praticam hoje. Será difícil implementar esta mudança”, frisa Canez.

 

Segundo o vice-presidente regional da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Flávio Haas, a indústria não terá condições de absorver a conta da correção do frete, de acordo com a nova tabela e as perspectivas de reajuste. “A Confederação Nacional das Indústrias (CNI), a qual somos filiados, já entrou com uma representação pedindo que os efeitos desta MP sejam suspensos”, reforça Haas.

Sinditabaco defende a livre negociação

Segundo o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (Sinditabaco), Iro Schünke, a negociação entre as empresas transportadoras de cargas e os embarcadores deve ocorrer de forma livre, sem a interferência do governo.

“As tabelas apresentadas até o momento apresentam incoerências na classificação das cargas e nos preços determinados para cada categoria. A carga geral, por exemplo, teria um frete superior ao de cargas frigorificadas e de produtos perigosos”, destaca Schünke.

De acordo com ele, as tabelas de cálculo terão um impacto significativo no custo do frete, afetando a competitividade dos setores. “O assunto está sendo debatido por vários sindicatos e entidades, que já tiveram encontros com o Ministério da Agricultura e com o Ministério dos Transportes. Estamos acompanhando estas tratativas”, confirma.

Fonte: Gaz

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