Líder chinês vai conhecer porto em construção por Eike Batista

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A convite do empresário Eike Batista, o presidente da China, Hu Jintao, participará da inauguração de um trecho do porto do Açu, megainvestimento de sua empresa de logística, a LLX, no município de São João da Barra (norte fluminense).

Segundo Eike, o presidente chinês pediu para conhecer o que poderá ser o maior terminal exportador brasileiro de minério de ferro para a China.

O porto do Açu tem previsão de operação para 2012 e será usado numa parceria entre a MMX Mineração (também de Eike, o oitavo mais rico do mundo segundo a revista "Forbes") e a estatal chinesa Wisco, a terceira maior siderúrgica da China.

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Acordo firmado em novembro do ano passado por Eike com os chineses prevê que a Wisco vá comprar 21,52% da MMX, com o compromisso de participar da construção e da operação de uma siderúrgica no porto do Açu.

Em contrapartida, a Wisco terá acesso a parte da produção de minério de ferro do grupo por 20 anos. A estatal chinesa produz cerca de 30 milhões de toneladas anuais de aço, quase a produção total do Brasil -cerca de 34 milhões de toneladas anuais.

Principal projeto da LLX, o porto começou a ser construído em outubro de 2007. A meta é que passem ali, por ano, 100,8 milhões de toneladas de produtos, sendo 63,3 milhões de minério de ferro.

O projeto contempla ainda a construção de um complexo industrial --a companhia detém 7.800 hectares no local.

Segundo a LLX, mais de 60 empresas já manifestaram interesse de se instalar ou movimentar cargas no porto. São siderúrgicas, cimenteiras e termelétricas, entre outras.
A obra, no entanto, é contestada pelo Ministério Público Federal, que pede a sua paralisação. Para os procuradores, o porto representa uma "privatização inconstitucional de serviço público".

Petróleo

A LLX entrou com um pedido de alteração na licença de instalação do porto para construir no local uma unidade com capacidade para tratar 1,2 milhão de barris de petróleo por dia. A quantia equivale a 60% da produção atual do país, de cerca de 2 milhões de barris diários.

O empresário afirma que o investimento será realizado pela OGX, empresa de óleo e gás do grupo, em parceria com companhias estrangeiras que já atuam no Brasil. Os nomes dos futuros parceiros não foram revelados.

A unidade, com previsão de ser implantada em três fases, será responsável pela retirada de água e outras impurezas do petróleo pesado.

Segundo Eike, esse tratamento eleva em cerca de US$ 4 (5%) o preço do barril. "É um processo lucrativo."

O investimento total na planta é de US$ 1,2 bilhão -cada módulo, com capacidade de tratamento de 400 mil barris por dia, sai por US$ 400 milhões.

A data de início das obras não está definida. Depende da velocidade de concessão da licença por parte do Inea (Instituto Estadual do Ambiente).

Fonte: Jornal Dia a Dia