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Lancha blindada da Marinha passa a operar no Porto de Santos

O Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Sul-Sudeste recebeu uma nova embarcação, em cerimônia de apresentação nesta quarta-feira (27). A Lancha 888 Raptor, batizada de “Mangangá”, irá reforçar o combate ao narcotráfico, pirataria e atividades de patrulhamento nas águas do Porto de Santos e mar territorial.

Apelidada de 'Caveirão dos Mares', a embarcação possui cabine blindada, capaz de suportar tiros de fuzil. Ela mede cerca de 9 metros de comprimento e possui calado baixo, permitindo que alcance a velocidade de 70 km/h e tenha resistência a impactos no mar raso. Com uma autonomia de dez horas, a "Mangangá" tem em seu interior sensores de calor, profundidade e GPS para localização marítima.

A lancha é capaz de abrigar uma tripulação de cinco militares na parte interior, que conseguem atuar com fuzis, além de suportar uma metralhadora na parte superior. O aparato tem como objetivo oferecer suporte aos oficiais em operações.

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O capitão-de-fragata Carlos Marden Soares Pereira da Silva, comandante do Grupamento de Patrulha, explica que a embarcação irá ampliar as atividades de patrulhamento ostensivo no cais santista. “Com essa estrutura, a lancha poderá alcançar locais no estuário que não eram navegadas anteriormente, aumentando a capacidade de estar presente contra ilícitos no mar territorial ou águas interiores”.

A "Mangangá" poderá operar isoladamente contra crimes transfronteiriços (contrabando, exploração sexual, evasão de divisas, crimes ambientais e tráfico de drogas, pessoas, armas e munições) e ambientais, e em conjunto com as demais forças de segurança pública do estado, quando acionada. Essa é apenas a quarta lancha do tipo adquirida pela Marinha do Brasil, um investimento de R$ 1,5 milhão. A cerimônia contou com representantes do Núcleo Especial de Polícia Marítima (Nepom) da Polícia Federal, Receita Federal, Ibama e do colegiado da Cesportos.

Atuação

A embarcação poderá atuar em apoio a outros órgãos de segurança pública, de acordo com a Lei Complementar nº 97/1999, sendo empregada para defesa da área do Porto e área marítima restrita, formada pelo estuário e áreas de ancoradouro de navios mercantis.

Entretanto, o vice-almirante Claudio Henrique Mello de Almeida, comandante do 8º Distrito Naval, ressalta que a lancha não atuará como um policiamento no mar, tratando de pequenas ocorrências. “Não é uma carta branca para que ela atue como polícia. Cada órgão de segurança tem sua atribuição, e a Marinha tem a missão de apoiar em coordenação com outros órgãos contra esses tipos de crimes”.

Batismo

A embarcação foi batizada com o nome de um peixe do mar chamado de 'peixe-pedra' ou 'peixe-escorpião'. O animal possui 13 espinhosos venenosos nas costas e consegue ficar camuflado entre os corais. Ao ser pisado, o mangangá libera o veneno, que causa dores fortes.

Fonte: A Tribuna

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