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Infraestrutura fica com 40% dos desembolsos do BNDES no trimestre

Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atingiram R$ 25,497 bilhões no primeiro trimestre, aumento de 37% em relação a igual período do ano passado. As liberações foram lideradas pelo setor de infraestrutura, com 40% do total (R$ 9,934 bilhões), seguido pela indústria, com 30% do total, o equivalente a R$ 7,728 bilhões. O setor de comércio e serviços recebeu outros R$ 5,194 bilhões, enquanto a agricultura ficou com R$ 2,641 bilhões.
As aprovações subiram 31%, para R$ 26,535 bilhões, dos quais R$ 11,604 bilhões foram para infraestrutura, R$ 7,741 bilhões para a indústria, R$ 4,827 bilhões para comércio e serviços e R$ 2,363 bilhões para agropecuária. As consultas recuaram 21%, para R$ 45,370 bilhões.
Nos 12 meses encerrados em março, o banco desembolsou R$ 144,254 bilhões, um crescimento de 53% frente aos 12 meses anteriores. As aprovações foram de R$ 176,456 bilhões, 49% maiores que entre abril de 2008 e março de 2009, e as consultas subiram 12%, para R$ 211,562 bilhões.
A indústria liderou os desembolsos em 12 meses, com 44% do total, ou R$ 63,377 bilhões, um crescimento de 61%. O setor de infraestrutura veio logo a seguir, com 36% do total, ou R$ 51,801 bilhões, avanço de 43% frente aos 12 meses anteriores. Comércio e serviços receberam R$ 20,434 bilhões, alta de 80%, enquanto a agropecuária ficou com R$ 8,348 bilhões, um crescimento de 52%.
A indústria também ficou com a maior fatia das aprovações em 12 meses, com R$ 79,165 bilhões, crescimento de 63% frente aos 12 meses imediatamente anteriores, enquanto a infraestrutura teve alta de 14% nas aprovações, para R$ 58,532 bilhões.
O presidente do banco, Luciano Coutinho, disse ontem que a instituição tem folga para cumprir as necessidades de desembolso para 2010 sem a necessidade de recorrer a novos aportes do Tesouro Nacional ou outras formas de capitalização. Segundo ele, os desembolsos do banco este ano oscilarão entre R$ 126 bilhões e R$ 127 bilhões.
Segundo Coutinho, os desembolsos nos últimos 12 meses já superaram essa expectativa, mas nesse montante estão incluídos os R$ 25 bilhões destinados à Petrobras no ano passado, no auge da crise internacional. "Este empréstimo à Petrobras não se repetirá na mesma escala este ano", disse.
Coutinho afirmou que o objetivo do banco é chegar a um denominador comum com o setor financeiro privado para a retomada do investimento baseado no financiamento privado, duramente afetado durante a crise e suprido pelo BNDES. Entre as possibilidades estudadas para estimular o setor privado, Coutinho citou fundos de crédito e fundos de debênture. "Tenho a expectativa de que esse ano vai ser mais fácil o desenvolvimento vir do lado do mercado de capitais do que do lado do crédito, olhando do ponto de vista de longo prazo."
Sobre o desempenho do banco, Coutinho considerou "bastante firme" os desembolsos de R$ 144,254 bilhões acumulados em 12 meses encerrados em março, assim como os R$ 25,497 bilhões do primeiro trimestre. O executivo chamou a atenção para os R$ 9,9 bilhões destinados no primeiro trimestre para o setor de infraestrutura, superando a indústria, que ficou com R$ 7,7 bilhões.

Fonte:Valor Econômico/Rafael Rosas, do Rio

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