Os possíveis impactos das obras na entrada da Cidade no tráfego de caminhões que seguem em direção ao Porto de Santos serão mapeados pela Associação Brasileira dos Terminais Retroportuários e das Empresas Transportadoras de Contêineres (ABTTC). A ideia é identificar em quais pontos poderão ser formados congestionamentos e traçar um plano para evitá-los.

As obras na entrada de Santos serão iniciadas neste mês. Os trabalhos incluem a construção do viaduto entre as avenidas Martins Fontes e Nossa Senhora de Fátima e também da ponte que ligará a Via Anchieta ao Bom Retiro.

Na semana passada, esses trabalhos foram discutidos em uma reunião, que contou com a participação de integrantes do Programa de Gestão Integrada da Baixada Santista (PGI). Trata-se de um colegiado que envolve diversas entidades da administração pública e parceiros.

 

Entre eles, estão a Artesp, a Polícia Militar Rodoviária, a Ecovias, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), prefeituras e entidades de classe. Segundo a Artesp, desde a sua criação, o PGI elaborou um plano de ações e procedimentos para situações que causem grandes congestionamentos.

“Eu percebo que as obras estão sendo planejadas para preservar o fluxo, de forma eficiente, mas é evidente que elas vão afetar, de alguma forma, as operações”, afirmou o presidente da ABTTC, Martin Aron.

De acordo com o executivo, a ideia é colaborar com as autoridades, assim como com a Ecovias. Para isto, a entidade conta com o apoio da Associação das Empresas do Distrito Industrial e Portuário da Alemoa (AMA).

 “Eu acredito que os terminais da Alemoa, de contêineres e de líquidos, serão os mais afetados pelas obras. Nessa região, temos dias tranquilos e outros nem tão tranquilos. Este mês, por exemplo, foi afetado pelas chuvas, que tornam mais difícil o acesso aos terminais”, afirmou Aron.

Intervenções

Em maio deste ano, a Ecovias, concessionária do Sistema Anchieta-Imigrantes, deu início às obras que são de sua responsabilidade, ao custo total de R$ 270 milhões. Serão feitos três viadutos (nos kms 62, 64 e 65), acessos aos bairros Piratininga, São Manoel e São Jorge, além de duas passarelas nos kms 62 e 64.

Amanhã, na altura do Km 65, o tráfego será transferido para a via local. Ela já foi ampliada e adequada para receber a demanda dos veículos. Motoristas que trafegarem pela Avenida Bandeirantes (SP 148), no sentido de Santos, não precisarão alterar o trajeto.

Já na próxima quarta-feira, a partir de 22 horas, a concessionária fará bloqueio total da pista marginal sul da Anchieta, na altura do Km 62+500, para a remoção de uma viga da passarela sobre a via. O trecho fica bloqueado até às 4 horas do dia seguinte. Os serviços de execução da nova passarela, em substituição à existente no local, serão continuados.

A Ecovias continuará com outras intervenções que fazem parte das obras. A Rua Augusto Scaraboto, ao lado do viaduto da Alemoa, seguirá parcialmente bloqueada para os trabalhos de fundação de uma alça do viaduto, que futuramente, dará acesso à pista norte da rodovia.

Também será dada continuidade à implantação de uma galeria de concreto e de um canal de drenagem, localizados sob a alça de acesso ao viaduto Alemoa, na altura do km 64+500 da Rodovia Anchieta, sentido Litoral.

Está previsto para janeiro o início da construção da ponte que ligará a Via Anchieta, na altura do km 65, ao bairro Bom Retiro, criando um novo acesso para a Cidade.

O projeto Nova Entrada de Santos começou em 2016 e vai custar aos cofres públicos cerca de R$ 258 milhões. A Prefeitura de Santos diz ter R$ 290 milhões para investir, montante disponibilizado por um financiamento da Caixa aprovado pelo Ministério das Cidades dentro do PAC- Transportes.

Ao todo, serão quatro estações elevatórias e cinco comportas construídas pela Prefeitura Ao todo, serão quatro estações elevatórias e cinco comportas construídas pela Prefeitura (Foto: Divulgação)

Santos corre para executar projeto

Além das obras para a nova entrada de Santos, a Prefeitura também corre contra o tempo para executar as etapas do projeto Santos Novos Tempos, que se destina a melhorar a macrodrenagem em vários bairros da Zona Noroeste e acabar com os alagamentos.

Até o próximo dia 15, a Prefeitura deve assinar o contrato com a Caixa Econômica Federal para o empréstimo de R$ 81,7 milhões destinados à construção de quatro estações elevatórias e cinco comportas nos caminhos da Divisa, São José e São Sebastião, no Dique da Vila Gilda, bairros Castelo e Rádio Clube.

Segundo Rogério Santos, secretário municipal de Governo, o sinal verde que a Câmara Municipal deu na última quinta-feira, ao aprovar em segunda discussão o contrato de empréstimo do Executivo com a Caixa, ajuda a manter o que está previsto no Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público. “A Prefeitura assinou com o MP e vai cumprir os prazos, mas para isso, são necessários os recursos”.

O secretário rebateu as críticas feitas nas redes sociais de que a Câmara estaria dando um “cheque em branco” à Prefeitura. “Não é cheque em branco porque somos fiscalizados por todas as esferas: pela própria Câmara, pelo Ministério Público Federal e pelo Tribunal de Contas da União”.

“A população sabe que problemas de alagamento da Zona Noroeste, região mais populosa de nossa cidade, sempre foram deixadas de lado por inúmeras gestões de nossa cidade. Mas resolvemos enfrentar esse problema e buscar soluções efetivas. E não se resolve um problema desse porte sem recursos”, disse Rogério Santos.

Lastro negado

Na sessão de quinta-feira, um outro projeto de empréstimo com a Caixa tramitou, o que prevê R$ 30 milhões como lastro para eventuais atrasos nas obras da entrada de Santos.

A Câmara rejeitou, porém, o regime de urgência, entendendo que ele pode ser analisado nos trâmites normais das comissões, o que deve ocorrer apenas no próximo ano.

Fonte: A Tribuna

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