Granel restabelece operação plena no porto de Santos

A Granel Química, empresa de terminais portuários especializada na movimentação de granéis líquidos, restabeleceu a operação plena do terminal que explora no porto de Santos (SP). A empresa perdera no dia 15 o alfandegamento - autorização da Receita Federal para operar cargas de importação e exportação - na esteira dos preparativos para a Ageo assumir o terminal. A empresa, concorrente da Granel, venceu em setembro o leilão para arrendar a área.

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) notificou a Granel e a empresa entrou na Justiça para garantir a operação plena da área - sem o alfandegamento, só poderia movimentar cargas nacionalizadas.

No fim da semana, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região determinou o restabelecimento do alfandegamento ao considerar que o processo licitatório da área só estará completamente finalizado com a assinatura do contrato pela Ageo. Até lá, a Granel poderá operar normalmente o terminal.

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A Granel pertence ao grupo norueguês Odfjell, com forte atuação no mercado global de transporte marítimo de químicos e outros produtos líquidos.

Além de Santos, a Granel tem terminais portuários em Itaqui (MA) e Rio Grande (RS). Também opera em Ladário (MS), Palmas (TO), Teresina (PI) e Triunfo (RS) em terminais multimodais hidroviários ou ferroviários. Em 2018, movimentou 5,2 milhões de toneladas entre cargas líquida e seca.

Segundo Marcelo Schmitt, gerente geral da Granel Química para o Brasil, a instalação em Santos é de "importante relevância para o grupo". Por isso, a aposta do mercado era que a Granel dificilmente perderia o leilão. Sobretudo porque contava com uma vantagem. A tancagem exigida no edital de licitação era a já ofertada pela Granel. E os 99 tanques do terminal pertencem à empresa, não são bens reversíveis à União. Dessa forma, a Granel atendia à exigência do edital sem precisar investir e, portanto, sem interferir na operação.

A Ageo terá de investir em uma capacidade estática mínima de 97,7 mil metros cúbicos. Poderá, para tanto, comprar os bens da Granel. Schmitt disse que ainda não há decisão sobre a possível venda dos tanques para o novo arrendatário. "Os ativos da Granel estão em fase confidencial de negociação", afirmou.

Apesar de perder a chance de manter o terminal no porto de Santos, a Granel permanecerá na região. Está construindo um terminal em área própria, no distrito industrial de Alemoa, localizado na margem direita do cais santista. A previsão é que a operação comece no segundo semestre.

Sobre o interesse nos próximos leilões de 11 áreas para combustíveis nos portos de Cabedelo (PR), Miramar e Vila do Conde (PA), Vitória (ES) e Santos, o executivo disse que a empresa avalia "eventuais oportunidades, mas sem decisão até o momento".

Fonte: Valor

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