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Furg emite Nota Técnica sobre monitoramento ambiental da dragagem no Porto de Rio Grande

A Universidade Federal do Rio Grande emitiu nesta quarta-feira, 12, Nota Técnica do Sistema de Monitoramento da Costa Brasileira que realiza o Programa de Monitoramento do Sitio de despejo e Área Adjacente do Material Dragado do Canal de Acesso ao Porto do Rio Grande. A nota aborda algumas hipóteses para a origem da lama fluída na Praia do Cassino e também sobre o evento de aparecimento de lama ocorrido no último final de semana.

Sobre o Sítio

“O sítio de despejo foi licenciado pelo IBAMA, anteriormente ao início do Programa de Monitoramento. Independentemente disso, uma análise da probabilidade do material depositado no sítio de despejo retornar à costa gaúcha foi realizada, baseado nos dados de correntes da boia SiMCosta RS05. De forma resumida, as correntes dominantes são paralelas à linha de costa do Rio Grande do Sul. Aproximadamente 11% das correntes médias são dirigidas para o quadrante N-NO, que possuem a tendência de levar material em suspensão ou de fundo para a costa, porém análises mais detalhadas mostram que elas são relativamente baixas, e que não poderiam transportar material do sitio de despejo para a zona do Cassino”, afirma.

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Fenômeno do final de semana

“Do conjunto de levantamentos, entre agosto de 2017 e maio de 2018, também se percebe um decaimento dos depósitos [de lama], porém, nada se sabe sobre o que ocorreu no período de maio ao final de outubro de 2018. No levantamento de 20 de novembro, observou-se um aumento de volume de sedimentos finos na região, o que, por precaução, motivou a suspensão do uso do overflow. Entretanto, imagem de satélite do dia 04/11 (seis dias após o início da dragagem) mostra que já havia atenuação das ondas em alguns pontos da praia do Cassino, portanto com presença de lama fluida submersa. Análises estão sendo feitas com imagens de satélites em período que antecede ao início da dragagem para verificar se havia atenuação de ondas. E, finalmente, o ciclone extratropical da semana passada (2 a 7 de dezembro) foi o evento responsável pela deposição desse material na praia do Cassino”, salienta a nota.

 Origens da Lama

Ainda segundo a nota: “as principais hipóteses para a origem da lama fluida na praia do Cassino são o transporte natural de sedimentos da bacia da Lagoa dos Patos, a atividade da dragagem em si somada à movimentação de navios no canal de acesso ao porto, deslocamento de sedimentos do sítio de despejo, ou ainda uma combinação de dois ou mais destes fatores.  Os dados levantados até o momento, antes e depois do início da dragagem, indicam baixa possibilidade de transporte de sedimentos do sítio de despejo atual, mas ainda não é possível descartar totalmente esta hipótese, pois o material poderia se deslocar para o sul e retornar posteriormente para a região praial”, explica.

Por fim, a nota salienta que “a continuidade da dragagem foi referendada pelo IBAMA para continuar o programa de monitoramento e avançar na compreensão da dinâmica de transporte de sedimentos no estuário da Lagoa dos Patos durante os processos de dragagens, contribuindo inclusive com futuros processos de licenciamento e autorização”, conclui a nota.

A Superintendência do Porto do Rio Grande reforça a informação de que está suspensa a utilização de overflow no processo de dragagem. Além disso, segue com fiscalização a bordo em tempo integral e também realiza diversos outros monitoramentos no entorno do processo de dragagem.

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