O Porto de Santos exportou 9,9 milhões de sacas de 60 quilos de café nos cinco primeiros meses deste ano. Houve uma retração de 11,3% nos embarques, motivada pela entressafra e pela greve nacional dos caminhoneiros. Entretanto, o cais santista segue como o líder nesta operação, responsável por 83% das exportações nacionais da commodity. 

Além do Porto de Santos, os portos do Rio de Janeiro embarcaram 1,3 milhão de sacas de café, o equivalente a 11% do total exportado. Paranaguá (PR) ficou na terceira posição, com 253.594 sacas embarcadas, 2,1%, enquanto Vitória (ES) escoou 127.584 sacas, 1,1% das vendas externas.

Os dados fazem parte do relatório mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), que aponta também a queda de 34,7% no volume de produto exportado no mês passado em todo o País. 

 

“No mês de maio foi evidenciada a menor oferta para a exportação, como já prevíamos devido ao período de entressafra. Além disso, com os protestos e a greve dos caminhoneiros, o volume foi ainda menor, pois deixamos de embarcar entre 400 mil a 500 mil sacas neste mês. Com a estimativa de que teremos uma safra recorde de café para o próximo ano cafeeiro, que oficialmente se iniciará em julho, o Cecafé espera recuperação dos volumes exportados”, afirmou o presidente da entidade, Nelson Carvalhaes.

Entre janeiro e maio, o Brasil registrou um total de 11,9 milhões de sacas exportadas, uma queda de 7,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. A receita cambial também teve declínio, alcançando US$ 1,88 bilhão.

Estados Unidos, Alemanha e Itália ocupam, respectivamente, os três primeiros lugares no ranking dos principais países consumidores do café brasileiro, com 17,4%, 2 milhões de sacas; 16%, 1,9 milhão de sacas; e 10,1%, 1,2 milhão de sacas.

Na sequência estão: Japão, com 7,3%, 879.904 sacas; Bélgica, com 5,5%, 663.955 sacas; Turquia, com 3,1%, 372.509 sacas; Federação Russa, com 2,8%, 337.903 sacas; França, com 2,7%, 328.429 sacas; Canadá, com 2,7%, 318.683 sacas; e Reino Unido, com 2,6%, 316.895 sacas.

Comparado ao ano passado, Canadá e Reino Unido foram os países que apresentaram maior crescimento no consumo de café brasileiro com aumento de 4,28% e 26,24%, respectivamente.

Diferenciados

Em relação aos cafés diferenciados, no ano, o Brasil exportou 2 milhões de sacas, uma participação de 17,3% no total do grão exportado, e 20,9% da receita. Em relação ao mesmo período do ano passado, o volume representou um crescimento de 15,5%.

Os principais destinos no período foram: Estados Unidos, responsável por 23% das compras, 478.415 sacas; seguido pela Alemanha, com 13,7%, 283.649 sacas; Bélgica, com 12,8%, 265.932 sacas; Japão, com 9%, 185.843 sacas; Itália, com 6,2%, 128.646 sacas; e Reino Unido, com 5,5%, 114.128 sacas.

Fonte: A Tribuna