Workshop Tomada de decisão - investimento em portos

Empresários apoiam indicação de novo presidente da Codesp

A indicação do engenheiro naval e economista Casemiro Tércio Carvalho para a presidência da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a partir do próximo ano, foi bem recebida por associações que representam terminais portuários. O perfil técnico e a estreita ligação com o setor são os fatores que garantiram uma boa expectativa à representantes da iniciativa privada. 

Carvalho, que esteve à frente da Companhia Docas de São Sebastião (CDSS) nos últimos anos, foi escolhido pela equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). A informação foi confirmada por fontes ligadas à equipe de transição. 

O executivo já tem reuniões marcadas com o atual presidente da Codesp, Luiz Fernando Garcia, que permanecerá no cargo até o próximo dia 31. Mas Carvalho ainda precisa ter seu nome aprovado em definitivo por órgãos federais para assumir o novo cargo, o que deve ocorrer nos próximos dias. 

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“Esta escolha é um fator positivo. Mostra que o futuro governo continua na linha de nomear técnicos sem espaço para negociações políticas”, afirmou o presidente da Federação Nacional dos Operadores Portuários (Fenop), Sérgio Aquino. Ele complementa que o ideal é que toda a diretoria-executiva da Autoridade Portuária tenha os mesmos critérios de indicação. 

Já o presidente da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), Murillo Barbosa, vai além. O executivo comemora a indicação de Carvalho, mas aponta a necessidade de mudanças estruturais na gestão das companhias docas de todo o País. “É um nome de altíssimo conceito profissional”. 

Aquino e Barbosa destacaram a trajetória de Carvalho no setor. Além da CDSS, ele atuou na Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (Abeph) e no Departamento Hidroviário, órgão do Governo do Estado, responsável pela gestão da Hidrovia Tietê-Paraná. 

“Ele (Carvalho) já passou um tempo no setor. É claro que Santos tem características diferentes, mas o setor não é estranho. É uma sinalização muito positiva porque ele também conhece o Estado”, afirmou Aquino.

Fonte: A Tribuna

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