Cosan deve formar holding até fim do ano, diz Mizutani

Agência Estado

São Paulo - A Cosan deve terminar até o final do ano a formalização de sua holding, dando sequência ao programa de profissionalização da gigante do setor sucroalcooleiro. O objetivo da criação da holding é permitir que as empresas que existem hoje dentro da Cosan possam atrair investidores específicos. "Se uma empresa quiser investir em logística e não em açúcar e álcool ela poderá investir na Rumo Logística diretamente e não na Cosan Açúcar e Álcool", disse à Agência Estado o atual vice-presidente de operações da Cosan S.A. e agora também presidente da Cosan Açúcar e Álcool, Pedro Mizutani. A Cosan Açúcar e Álcool é a empresa que, embaixo do guarda-chuva da Cosan, cuida da produção de açúcar, etanol e energia a partir de cogeração de cana.

Mizutani informou que, dentro do novo desenho organizacional em estudo, a holding Cosan abarcará as empresas já existentes Cosan Açúcar e Álcool, Rumo Logística, Radar Propriedades Agrícolas, Cosan Combustíveis e Lubrificantes (CCL) e outra, em estudo, que concentrará o varejo de açúcar, a Cosan Alimentos. Segundo ele, a primeira empresa a buscar investidores externos será a Rumo Logística.

O executivo afirmou que o objetivo da Cosan é buscar investidores sem, contudo, deixar de ter o controle da operação. "Buscamos investidores que queiram ter menos de 50% de participação. Se quiser ter mais, queremos ter a gestão do negócio, como já acontece com a Radar, na qual a Cosan tem apenas 20% das ações, mas controla a gestão", explicou. Mizutani também informou que os recursos captados serão utilizados em novos investimentos, e não no abatimento de dívidas. "As dívidas da Cosan já estão organizadas e não precisam de novos aportes", disse.

No novo organograma, Pedro Mizutani continua na vice-presidência operacional e acumula a presidência da Cosan Açúcar e Álcool (incluindo bioenergia). Na presidência da Cosan Combustíveis e Lubrificantes (CCL) segue Leonardo Gadotti. Júlio Fontana Neto continua na presidência da Rumo Logística, cuidando também da participação de 26% que a Cosan possui na Uniduto, o alcoolduto que deve ser construído para escoar o etanol produzido no interior do País para o Porto de Santos. A Radar Propriedades Agrícolas tem Ricardo Mussa no comando. (Fonte: Abril / Por Eduardo Magossi)