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Complexo do Pecém detalha HUB de Hidrogênio Verde para governo e potenciais investidores da Alemanha

Com o objetivo de discutir os potenciais para o Hidrogênio Verde (H2V) no Brasil, a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK) do Rio de Janeiro realizou, ao longo desta terça-feira (25), um workshop com representantes dos governos de Brasil e Alemanha, além de potenciais investidores nacionais e internacionais. Na ocasião, a diretora comercial do Complexo do Pecém, Duna Uribe, deu detalhes sobre o HUB de Hidrogênio Verde que será implantado no Ceará e como os diferenciais competitivos do Complexo do Pecém podem transformar o Estado em um grande produtor e exportador do combustível limpo.

Segundo Duna, o Complexo do Pecém possui todas as vantagens competitivas para se tornar um grande cluster de Hidrogênio Verde. “Temos um enorme potencial de geração de energias renováveis, além de uma localização estratégica; incentivos tributários diferenciados de uma ZPE; infraestrutura robusta; e um ecossistema de negócios sólido, incluindo a parceria com o Porto de Roterdã, que será o HUB importador de H2V para a Europa”, complementa.

A diretora comercial do Complexo do Pecém lembra, ainda, que uma área de 200 hectares, com forte potencial para a produção de Hidrogênio, já foi identificada nas dependências do Complexo. De acordo com projeções, caso seja instalado nesta área, o HUB de Hidrogênio Verde do Ceará teria capacidade para produzir, anualmente, cerca de 900 mil toneladas do combustível limpo.

“Estamos no Ceará, um Estado onde mais de 45% da matriz energética já é proveniente da geração eólica. No futuro, esse percentual vai superar 70%, incluindo a energia solar fotovoltaica. Esse potencial natural do Ceará e do Nordeste como um todo, aliado aos diferenciais do Complexo do Pecém, nos leva a crer que teremos, no HUB de Hidrogênio Verde, uma capacidade de eletrólise (processo no qual se obtém o H2V) de 5 gigawatts (GW)”, pontua Duna.



Quem também endossou o potencial da região Nordeste para a geração de energias renováveis e, consequentemente, de Hidrogênio Verde, foi Ansgar Pinkowski, gerente de Inovação e Sustentabilidade da AHK Rio de Janeiro “A oportunidade para o Nordeste é gigantesca, pois, além de ser uma região geograficamente favorecida nas rotas para Europa e Estados Unidos, tem essa aptidão natural para a geração de energias limpas. Isso é fundamental para o desenvolvimento da cadeia de H2V na área, que tem tudo para se destacar”, diz.

Ainda segundo Pinkowski, a Alemanha estima investir 9 bilhões de euros, até 2030, para descarbonizar o país, dos quais 2 bilhões de euros serão destinados à importação de hidrogênio, preferencialmente verde, de países parceiros. Conforme Peggy Schulz, representante do Ministério Federal de Economia e Energia Alemão, neste contexto o Brasil desponta como um “ótimo exemplo de importação possível e economicamente viável para a cadeia de H2V”, comenta.

“O Hidrogênio Verde é uma tecnologia nova, que tem um consumo interno ainda pequeno na Alemanha. Até 2030, entretanto, estimamos um aumento massivo nessa demanda, principalmente na indústria e no setor de transportes. Dessa forma, além de aumentar nossa produção doméstica, teremos que importar o Hidrogênio Verde para atender às necessidades locais”, finaliza Peggy Schulz.

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