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Como o entrave no Porto Seco de Uruguaiana afeta o comércio Brasil-Argentina

Demora na liberação de licenças tranca esquema de importação e complica as exportações

1 - MAIS PACIÊNCIA E MAIS DESPESAS

Cerca de 400 caminhões estão parados no Porto Seco de Uruguaiana aguardando a licença de importação. O local opera com sua capacidade máxima, em torno de 750 caminhões no pátio. No porto seco ferroviário, são cem contêineres de farinha aguardando a licença. A situação ainda é crítica, segundo o gerente da concessionária que administra o porto seco de Uruguaiana, Flávio Evaristo.

? A demora tranca todo o esquema de importação porque é o primeiro passo para o processo de entrada da carga no país. Mas complica também as exportações. Apesar de termos rodado hoje (ontem) 500 caminhões para exportação no porto, ainda há uma defasagem de 200 esperando para entrar, por falta de espaço, já que as cargas de importação estão paradas ? explica.

Quem está aguardando a liberação, precisa de paciência. Celenito Paz de Lima espera desde sábado a liberação de sua carga. Saiu de Buenos Aires com filé de peixe que precisa ser entregue em Navegantes (SC).

? Normalmente demorava dois dias, três. Agora, com esse problema, nem sei. Só nos resta esperar. O prejuízo é grande ? afirma.

2 - RISCO DE BAIXO ESTOQUE NO NATAL

Um dos segmentos afetados pelas filas de caminhões formadas na fronteira é o que trabalha com produtos importados como ameixas secas e passas de uva. A maior preocupação, explica Pedro Calazans, da empresa Uniagro, é com os estoques para as festas de final de ano, quando aumenta o consumo desse tipo de produto.

A companhia está com cargas paradas em Uruguaiana e busca ajuda para convencer o Ministério do Desenvolvimento da necessidade de ser mais flexível com os caminhões que já estão parados na fronteira.

Outros importadores, como a Vinhos do Mundo, não enfrentam a barreira física, mas o atraso na concessão de licenças, relata o diretor comercial Leocir Vanazzi. Cerca de 4,5 mil caixas de produto argentino aguardam liberação dentro do país há cerca de 15 dias. Mas há mais empresários gaúchos satisfeitos do que incomodados com a medida. Presidente do Sindicato da Indústria de Trigo, Gerson Pretto, admite:

? Estávamos brigando há muito tempo por essa retaliação, a concorrência da farinha argentina é desleal.

Relação menor

O comércio do Brasil com a Argentina, em US$ bilhões:

Item Jan-set/08

Exportações 13,78 bi

Importações 9,94 bi

Item Jan-set/09

Exportações 8,28 bi

Importações 7,91 bi

Item Variação

Exportações -40%

Importações -20%

PRINCIPAIS PRODUTOS DO BRASIL PARA A ARGENTINA

- Automóveis

- Celulares

- Energia elétrica

PRINCIPAIS PRODUTOS DA ARGENTINA PARA O BRASIL

- Automóveis

- Trigo

- Nafta para petroquímica

(Fonte: Ministério do Desenvolvimento/ZERO HORA/Marina Lopes e Marta Sfredo)

 

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