A informação é extraoficial, mas o Diário do Litoral apurou que, a partir de janeiro de 2019, o Porto de Santos, ou melhor, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), será administrada por um diretor-presidente militar: um almirante ou um general. O anúncio já foi feito pelo futuro ministro da Infraestrutura do governo de Jair Bolsonaro, Tarcísio Gomes de Freitas, para os setores empresariais que atuam nos portos de todos os País.

Almirante é o posto mais alto na hierarquia na Marinha de Guerra do Brasil e general é a designação geral de um oficial do círculo de oficiais-generais das Forças Armadas.

Como pretende “acabar” com as influências políticas dentro dos portos brasileiros e quer o futuro diretor-presidente da Codesp faça uma “faxina geral” em todos os setores da empresa. No período da ditadura militar, entre 1964 e 1985, houve uma estreita relação da Codesp com os militares. Existe uma denúncia à Procuradoria Geral da República, com duas mil páginas, relatando tudo o que foi cometido nos 21 anos.  

 

Até 1980, a administração do Porto de Santos estava sob responsabilidade da Companhia Docas de Santos, empresa privada que obteve a concessão por 90 anos. Em seguida, passou para Governo Federal, para a Codesp.

O atual diretor-presidente da Codesp, Luiz Fernando Garcia, já sabe que não ficará mesmo em Santos. A Reportagem do Diário do Litoral apurou que ele vai trabalhar no Porto de Paranaguá, no Paraná.

Garcia disse que não existe expectativa em permanecer na Codesp e que “está presidente até o dia 31 de dezembro”. Ele garante que ainda não foi contatado pela equipe de transição de Bolsonaro e que já esteve com o futuro ministro Freitas, mas que não houve conversa sobre sua permanência ou não no cargo. Ele lembrou que sua missão é apresentar um relatório da situação da companhia ao novo governo quando for chamado e encara com naturalidade caso se decida a mudança de comando da Codesp.     

Papéis

As solicitações de atracação de navios no Porto de Santos pelas agências de navegação, por meio do sistema Porto Sem Papel (PSP), passam a ser totalmente eletrônicas a partir da próxima segunda-feira (10/12). No momento, os procedimentos ainda incluem, além da inserção eletrônica das informações, o envio da lista de mercadorias perigosas em papel à Codesp.

A medida eliminará o trâmite de cerca de 1,8 milhão de impressos por ano e agilizará o fluxo de informações para atracações no complexo portuário. Além disso, vai gerar para a Codesp uma economia de, aproximadamente, R$ 90 mil por ano, na logística que envolve esse processo, e ganhos ambientais com a eliminação do uso do papel.

Fonte: Diário do Litoral

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