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Codesp propõe alternativa à ponte Santos-Guarujá

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) elaborou um projeto alternativo à construção de uma ponte entre Santos e Guarujá, que tem gerado controvérsia. O empreendimento é defendido pela Ecorodovias e pelo governo de João Doria (PSDB), mas questionado por terminais portuários que operam em Santos e pela autoridade portuária.

A ideia inicial do governo era que a Ecorodovias construísse a ponte, orçada em R$ 2,9 bilhões. Em troca, teria uma prorrogação de sua concessão rodoviária do sistema Anchieta-Imigrantes - o contrato mais rentável do grupo.

Críticos do projeto, porém, se queixam que a ponte traria problemas à operação dos terminais e que poderia prejudicar a expansão do porto, já que as pilastras de sustentação da ponte restringiriam o espaço de manobra das embarcações e poderiam trazer riscos de segurança.

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Uma audiência sobre o tema, promovida ontem pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), deixou claro que o impasse continua sem consenso. No encontro, a Ecorodovias defendeu a ponte, enquanto Codesp e terminais apontaram seus problemas. O secretário de Logística e Transportes do governo, João Octaviano Machado Neto, estava confirmado, mas não compareceu ao debate.

Na discussão, a Codesp apresentou um projeto alternativo à ponte, que seria a construção de um túnel submerso. A ideia do túnel já era conhecida. O projeto quase foi implementada em gestões passadas do governo paulista, mas acabou abandonado porque, à época, não havia recursos do Estado para viabilizar a obra, orçada em R$ 3,2 bilhões.

A ideia da Codesp agora é baratear o projeto do túnel e criar formas para que a Ecorodovias possa fazer a obra, dentro do âmbito de sua concessão rodoviária do sistema Anchieta-Imigrantes.

Para isso, a autoridade sugeriu um traçado alternativo, que reduziria o custo das desapropriações, levando o projeto para um valor de R$ 2,5 bilhões. Além disso, a Codesp sugere incluir obras nas avenidas perimetrais de Santos e Guarujá ao projeto, o que traria um custo adicional de R$ 1 bilhão, mas poderia permitir a incorporação à concessão da Ecorodovias.

É justamente essa possibilidade de inclusão do empreendimento no contrato que ainda não está definida. Segundo Jennyfer Tsai, diretora da Codesp, a proposta ainda não foi apresentada ao governo porque aguarda parecer jurídico sobre a questão.

Fonte: Valor

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