A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária de Santos) prepara a substituição de seu diretor de Administração e Finanças, Francisco José Adriano. Em seu lugar, assumirá o atual superintendente de Finanças da empresa, Eugenio Carvalho. A mudança estava prevista para ocorrer na noite desta quinta-feira (29), durante reunião do Conselho de Administração (Consad) da estatal, mas deve ser oficializada nesta sexta-feira (30). 

Adriano, que é funcionário de carreira da Autoridade Portuária, havia pedido afastamento do cargo para permanecer fora do setor portuário até o fim das investigações da Polícia Federal (PF), no âmbito da Operação Tritão. Ele deixará de ser diretor, mas manterá o vínculo com a empresa. 

Deflagrada em 31 de outubro, a Tritão resultou na prisão de sete pessoas, entre elas, o ex-presidente da Codesp José Alex Oliva e o ex-diretor de Relações com o Mercado e Comunidade Cleveland Sampaio Lofrano. Todos pagaram fiança e foram liberados pela Justiça. Além deles, foram presos Carlos Antônio de Souza, ex-assessor da Docas, Gabriel Nogueira Eufrásio, superintendente jurídico da Autoridade Portuária, e os empresários Mario Jorge Paladino, Joabe Francisco Barbosa e Joelmir Francisco Barbosa. 

 

Os investigadores apontam fraudes em pelo menos três contratos de prestação de serviços firmados pela Codesp – o de digitalização de documentos com a empresa MC3 Tecnologia, o de serviços de informática com a firma N2O Tecnologia e, também, o pagamento indevido realizado à empresa Domain Consultores, em forma de aditivo contratual.

No dia em que foi deflagrada a Operação Tritão, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em várias cidades do País. Um deles foi cumprido na residência de Adriano, em Santos. Foram levados vários pertences, como canetas e relógios importados, além de uma quantia em euros e dólares que sobraram de viagens ao exterior, diz o dirigente portuário.

Segundo Adriano, antes mesmo da deflagração da operação, ele já havia sido convocado para prestar esclarecimentos na sede PF em Santos. Na ocasião, foram feitas perguntas sobre as contratações das três empresas e suas motivações. 

O temor do executivo e de seus advogados era que a polícia acreditasse em uma possível ocultação de provas, caso ele permanecesse no cargo. 

Fonte: A Tribuna

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