Codesp decide afastar empregados investigados na Operação Círculo Vicioso

A Diretoria Executiva da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Autoridade Portuária de Santos, no litoral de São Paulo, decidiu pelo afastamento cautelar temporário dos seis funcionários da estatal suspeitos de estarem envolvidos em fraudes de licitações e contratos de R$ 100 milhões na estatal. Eles foram presos na segunda etapa da Operação Tritão, denominada Círculo Vicioso, e liberados no dia seguinte.

A Polícia Federal prendeu, no dia 22 de agosto, 19 pessoas suspeitas de envolvimento com atos de corrupção na Codesp, estatal que administra o Porto de Santos. Além do ex-deputado federal Marcelo Squassoni (PRB), apontado como o líder do esquema, também foram alvos dos mandados de prisão temporária (válida por cinco dias) ex-diretores da empresa, servidores e empresários.

De acordo com a Codesp, após as prisões, os contratos de trabalho e pagamento de salários dos seis funcionários foram suspensos, conforme estabelece a legislação trabalhista (CLT). Com a libertação dos envolvidos, a Diretoria Executiva da Companhia decidiu pelo afastamento cautelar temporário dos referidos empregados, sem prejuízo da remuneração.

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Ainda segundo a Codesp, já existem processos administrativos disciplinares instaurados na Companhia visando apurar a conduta de empregados envolvidos nos contratos citados na Operação e o afastamento visa preservar esses processos. Após a conclusão das apurações, caso constatada transgressão ao contrato de trabalho, é cabível a aplicação de punições de acordo com a CLT, inclusive a rescisão por justa causa.

Círculo Vicioso

A segunda etapa da Operação Tritão, denominada Círculo Vicioso, foi deflagrada com o aprofundamento das investigações e com a delação de um dos presos na fase inicial. Foram identificados mais dois contratos, que juntos passam de R$ 100 milhões, com indícios de fraude: um de segurança do porto e outro de fiscalização por drone.

Os mandados são de prisão temporária, válidos por cinco dias. Foram cumpridos nove em Santos e dois em Guarujá, na Baixada Santista, e outro em Ilhabela. Os demais ocorreram em Bragança Paulista e Serra Negra, no interior paulista, em Duque de Caxias (RJ) e em Fortaleza (CE). Há mandados de busca e apreensão para todos os endereços dos alvos.

Foram presos pela Polícia Federal:

Marcelo Squassoni - advogado, ex-deputado federal e ex-vereador de Guarujá

Francisco José Adriano - ex-diretor Diretor de Finanças da Codesp

Carlos Henrique Poço - ex- diretor de Operações Logísticas Codesp

Juliana de Paula Louro Storti - ex-chefe de gabinete do prefeito cassado de Ilhabela (SP)

Fabiana Gilho Alves de Almeida - protética

Ângela Poletini da Fonseca - função não informada

Marlon Ramos Figueiredo - ex-superintendente da Guarda Portuária

João Fernando Cavalcante Gomes da Silva - engenheiro da Codesp

Álvaro Luiz Dias de Oliveira - engenheiro da Codesp

Hélio Marques de Azevedo - Guarda Portuário na Codesp

José Julio Piñero Labraña - sócio de empresa investigada

Julio Cesar de Paula Costa Piñero Labraña - sócio de empresa investigada

Sérgio Pedro Gammaro Junior - sócio de empresa investigada

Simone Quessada de Lima Ribeiro - técnica portuária da Codesp

Tawan Ranny Sanches Eusebio Ferreira - técnico em segurança do trabalho da Codesp

Alvaro Clemente de Sousa Neto - ex-gerente de Fiscalização de Operações da Codesp

Cristiano Antônio Chehin - ex-gerente da Codesp

Daniel Pereira da Silva - técnico portuário da Codesp

Gabriel Nogueira Eufrásio - ex- diretor jurídico da Codesp, já foi preso na primeira fase da Operação Tritão

Estão foragidos, segundo a PF:

André Pinto Nogueira - ex-assessor do deputado federal

José Eduardo dos Santos - sócio de empresa investigada

Fonte: G1

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