O diretor da Codern, Elis Treidler Öberg, enviou uma carta à direção da empresa francesa CMA CGM nesta terça-feira, 12, se comprometendo com a recuperação dos níveis da segurança do Porto de Natal. No documento, Öberg separou em quatro etapas os procedimentos para isso: o diagnóstico de todos os problemas, um plano de ação até o fim de maio, a execução do plano de ação e, por fim, a retomada do ISPS Code em novembro, época em que uma inspeção da Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos (Conportos) vai ser realizada.

O almirante se reuniu com a diretoria da empresa no dia 1 de março em Brasília. Durante o encontro, ele externou que a retomada do código de segurança internacional é prioridade para a Codern ainda este ano. Depois, a direção da empresa pediu que o que foi colocado por ele fosse dirigido à sede da empresa, em Marselha, na França, e colocou à disposição um inspetor próprio para auxiliar no diagnóstico que está sendo feito para levantar todas as falhas portuárias.

O diagnóstico vai ser feito conjuntamente à fiscalização da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), iniciado nesta segunda-feira, 11, e com data para terminar no dia 25 de abril. A fiscalização está na fase inicial de análise de documentos, mas a partir de abril serão feitas visitas presenciais de dois técnicos para averiguar as condições do local.

 

Segundo Öberg, a obtenção do escâner de contêineres, apontado como uma falha que facilitou a entrada das drogas no Porto de Natal, é o mais caro do plano de ação (R$ 11 milhões), mas não é essencial para a recuperação do ISPS Code. “Esse certificado é como um manual de boas práticas de segurança e o escâner não é uma parte essencial, apesar da gente saber que ele é muito importante”, declarou. “Mas o nosso escâner é fundamental para os fruticultores porque eu coloco um degrau a mais de segurança”.

Os pontos essenciais para a recuperação do código dizem respeito à guarda portuária do Porto de Natal, sistema de vigilância e controle de entrada e saída de veículos e cargas do local. Todas essas falhas foram apontadas pela CMA CGM em uma carta direcionada para as autoridades no último dia 22 de fevereiro. A carta da empresa considera a situação do porto “precária” e responsável pela “contaminação” de cargas com “altas quantidades de substâncias ilícitas”.

Retorno em abril

Ainda segundo relatou o diretor da Codern, também existe a perspectiva das atividades da CMA CGM retornarem em abril. “Ao término da nossa conversa em Brasília, eles colocaram essa perspectiva, mas a decisão cabe a eles”, afirmou. A reportagem tentou entrar em contato com representantes da empresa para confirmar a informação, mas não conseguiu.

Fonte: Tribuna do Norte

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