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Cimenteira Apodi opera no Pecém em outubro

Para a cimenteira, estariam previstos investimentos iniciais da ordem de R$ 60 mi. Parte dos recursos será viabilizada por meio do Fundo de Desenvolvimento Industrial do Ceará
Otacílio Valente: recentemente fizemos uma importação de elevadores, na Espanha, com economia de 30%
A Companhia de Cimento Apodi deve suprir boa parte da demanda pelo insumo no Estado
Insumo essencial à indústria da construção civil, mas ainda sob o controle produtivo de grandes empresas, o cimento tende a tornar-se mais acessível aos construtores e concreteiras (fábricas de concreto usinado) cearenses. A partir de outubro próximo, entra em operação no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP) a Companhia de Cimento Apodi, empresa com 50% de capital do Grupo M. Dias Branco, 25% do Grupo Cedro, de Goiânia, e 25% da Cooperativa da Construção Civil do Ceará (Coopercon/CE).
"A partir de outubro de 2010, vamos produzir 30 mil toneladas por mês (de cimento)", antecipa o presidente da Coopercon/CE, Otacílio Valente Costa. De acordo com o empresário, a produção inicial será destinada para o abastecimento da indústria da engenharia (construtoras e concreteiras), prioritariamente, as 63 empresas associadas à cooperativa cearense.
"Posteriormente, vamos atender também o mercado local", anuncia Valente, diante das dificuldades de abastecimento enfrentadas pelo setor no Ceará e no Nordeste e do incremento no volume de obras. Em um passado recente, a Coopercon chegou a importar cimento do exterior, mas como trata-se de um produto perecível, com prazo de validade em torno de120 dias, as operações de importação tornaram-se inviáveis.
Insumos da China
Para produção do cimento na nova indústria do Pecém, explica Valente, a Coopercon irá inicialmente importar da China, dois produtos básicos na composição do produto. São eles: clinker e escória.
A expectativa, no entanto, acrescenta, é a de que em três anos, esses dois minerais comecem a ser produzidos em uma usina em Quixeré, na Região do Apodi, reconhecida pela qualidade do calcário. "Essas matérias primas - clinker e escória - já estão mapeadas e com os direitos minerários assegurados", garantiu Otacílio Valente.
Ele informa ainda, que os sócios do empreendimento já teriam licenças ambientais para exploração da jazida de calcário por um período de até 100 anos.
Para os dois empreendimentos estariam previstos, investimento inicial da ordem de R$ 260 milhões, sendo R$ 60 milhões à cimenteira e R$ 200 milhões, na fábrica de clinker. Parte dos recursos será viabilizada por meio do Fundo de Desenvolvimento Industrial do Ceará, que disponibiliza incentivos fiscais a novos negócios.
INSUMOS PARA A CONSTRUÇÃO
Importação gera redução de custos
Materiais como aço, tubos e conexões, fios e cabos elétricos, dentre outros, começam a ser importados
Com a produção própria de cimento, a Coopercom-CE garante aos construtores associados um dos principais insumos para o desenvolvimento da construção civil no Estado. Outros materiais, tão importantes quanto, a exemplo de aço, fios e cabos elétricos, metais e louças sanitárias, tubos e conexões, e até elevadores, também já começam a ser importados, de forma conjunta, pelo grupo.
"Recentemente fizemos uma importação de R$ 1,65 milhão, em elevadores, na Espanha, o que trouxe economia de 30%", às construtoras cearenses, conta o diretor presidente da cooperativa, Otacílio Valente.
Segundo ele, a compra foi feita na Orona Elevadores, uma empresa espanhola, que estaria, inclusive, com interesse em vir a se instalar no Ceará.
"Uma missão de empresários da Orona virá a Fortaleza, em abril próximo, para avaliar o mercado e a viabilidade econômica de se instalar no Estado", sinalizou Valente.
Para ele, se isso de fato acontecer, será mais uma conquista da Coopercom/CE para quebrar o oligopólio que domina o segmento de elevadores no País, atualmente dominado pela Thyssen-Krupp, Atlas-Schindler e Otis.
Aço
Como forma de reduzir custos e assegurar o fornecimento do produto em dia, sem atrasos e atravessadores, a Coopercom está reunindo grupos de construtores para adquirir aço. Credenciada à Arcelomital - um dos maiores grupos de siderurgia do mundo _ a cooperativa está comprando cerca de 1,5 mil toneladas de aço, em barras e rolos, por mês.
"Aqui, nós cortamos, dobramos, moldamos e entregamos as peças prontas para as construtoras usarem", informa.
Criada há 12 anos, a Coopercom/CE passa agora por um processo de reestruturação. Com o objetivo de conferir maior agilidade às negociações com os fornecedores, a cooperativa conta com oito diretores, um para cada tipo de material.(Fonte: Diário do Nordestes (CE)/CARLOS EUGÊNIO





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