Workshop Tomada de decisão - investimento em portos

Cheque de R$ 200 mil é achado pela PF em casa de empresário ligado a fraudes no Porto

Um cheque no valor de R$ 200 mil, e assinado pelo deputado federal Marcelo Squassoni (PRB), foi apreendido na casa do empresário Mario Jorge Paladino, um dos investigados na Operação Tritão, da Polícia Federal. O documento será incluído na série de investigações que apuram fraudes em contratos no Porto de Santos.

Paladino é dono da MC3 Tecnologia, empresa que firmou contrato de R$ 7,3 milhões, em 2016, para digitalizar documentos da Codesp, após licitação. O vínculo foi renovado em 2017 para a finalização do serviço, este no valor de R$ 3,4 milhões, mas o procedimento não foi finalizado.

De acordo com informações apuradas pelo jornalista José Claudio Pimentel, do G1 Santos, o cheque foi encontrado durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência do empresário, quando a operação foi deflagrada, em 31 de outubro.  Assinado em 2014 por Squassoni, a folha traz o número da conta de campanha deputado.

Publicidade
Catálogo da Indústria Marítima

 

Por meio de nota, Squassoni afirmou que conhece o empresário, que mora e tem atividades em Guarujá, e que o cheque apreendido seria usado para o pagamento de uma gráfica que produziria material impresso de propaganda eleitoral para a campanha dele naquela ocasião, empresa essa de propriedade de Paladino. A defesa do empresário não se manifestou.

Operação Tritão

Além de Paladino, também foram presos o ex-diretor de Relações com o Mercado e a Comunidade da Codesp, Cleveland Sampaio Lofrano, o ex-assessor da Autoridade Portuária Carlos Antônio de Souza, o ex-superintendente jurídico da estatal Gabriel Nogueira Eufrásio, os empresários Joabe Francisco Barbosa e Joelmir Francisco Barbosa, além do ex-presidente da Codesp, José Alex Oliva. Eles foram soltos após pagamento de fiança estipulado pela Justiça.

As investigações começaram após inquérito instaurado em novembro de 2017, para apurar um vídeo publicado em setembro do ano anterior, onde um ex-assessor de Oliva, Carlos Antônio de Souza, confessava a prática de crimes ocorridos na empresa.

Também houve o cumprimento de mandados de busca e apreensão na casa de Oliva, em Copacabana, e de outros executivos e empresários ligados à empresa, assim como nas residências dos vereadores Mário Lúcio da Conceição e Ronald Nicolaci Fincatti, em Guarujá, e em seus respectivos gabinetes na Câmara de Vereadores da cidade.

Fonte: A Tribuna

Comentários

Cash Computadores

Assine Portos e Navios

Consórcio Águas Azuis

Brasil Offshore

Tche Digital

Assine Portos e Navios

Aapa

ABTP

Ricardo Sudaiha

Fenavega Abratec