Armazenagem torna-se desafio regional

As safras recordes de soja que começam a se confirmar na América do Sul serão um teste para a infraestrutura da região, principalmente no caso brasileiro. "Este ano será diferente com a safra maior e os estoques de passagem do ano passado", disse o analista Carlos Cogo. "O problema de armazenamento tem crescido no país desde a safra 2007/08".
Cogo acaba de finalizar um estudo sobre a capacidade de armazegem de grãos no Brasil para um cliente, e diz que o milho responde por cerca de 11 milhões das 17 milhões de toneladas de estoques de passagem de grãos de 2009 para 2010 no país. Em anos anteriores, os estoques nesta época do ano ficaram, em média, entre 5 milhões e 7 milhões de toneladas.
Conforme Cogo, a capacidade de armazenamento estática do Brasil para grãos é da ordem de 133 milhões de toneladas. Nesta safra 2009/10, o país deverá colher, no total, 141,3 milhões de toneladas de grãos, segundo o último relatório da Conab.
O analista estima que cerca de 12 milhões de toneladas serão vendidas e colocados em caminhões, trens e navios até abril, antes que metade da safra tenha sido efetivamente colhida. Assim, a falta de espaço deverá cair, ainda que insuficientemente para evitar a pressão para que os agricultores vendam logo a produção.
Analistas argentinos minimizam os problemas locais de infraestrutura, afora os costumeiros congestionamentos em portos e falta de caminhões durante o pico da safra. A safra colhida no país no ano passado foi magra em virtude de uma prolongada estiagem, o que colaborou para reduzir o processamento por parte das indústrias e a elevar as taxas de capacidade ociosa.
"Ainda haverá uma certa capacidade não utilizada, mas vamos voltar aos níveis normais", disse Patricia Bergero, analista da bolsa de grãos de Rosário, o principal mercado de grãos do país. Segundo ela, apesar da expectativa de que a safra atual quebre o recorde de 2006/07, uma produção menor de milho pode significar a ausência de problemas de armazenamento e transporte.(Fonte: Valor Econômico/Reuters, de São Paulo e Buenos Aires)


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