Agropecuária contará com R$ 3 bi do PAC 2 para logística

A segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC 2, contará com cerca de R$ 3 bilhões para infraestrutura e logística voltada para a agropecuária brasileira, segundo informou o Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, à Agência Estado. Em reunião realizada ontem entre representantes da Secretaria Especial de Portos, dos Ministérios dos Transportes e da Agricultura e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) ficou acertado que estes recursos serão destinados a estradas, armazéns e portos. "Todos estão conscientes de que os principais gargalos do País estão na área da agricultura", disse Stephanes. O PAC 2 será apresentado dia 26 de março.
Serão quatro pontos específicos para a estocagem de produtos agrícolas dentro do novo programa, conforme Stephanes. Um deles é uma linha de financiamento para estimular o armazenamento privado no País. Segundo o ministro, o porcentual de armazenamento particular no Brasil gira em torno de 15%, um dos mais baixos do mundo, enquanto a média global é superior a 50%. Por isso, avalia Stephanes, o setor acaba ficando na mão de grandes empresas multinacionais, já que o governo é responsável por apenas 2% do total das estocagens. Além das propriedades individuais, o PAC 2 também fará um programa semelhante voltado para cooperativas.
O terceiro ponto citado por Stephanes diz respeito a regiões consideradas como estratégicas no fornecimento de alimentos. Entre elas estão o Oeste de Santa Catarina, o Norte do Mato Grosso e Uberlândia, que já está recebendo um armazém da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mas que precisa de mais locais de estocagem. Além disso, mais unidades serão construídas na região que é considerada hoje como um potencial celeiro de produção nacional, o "Matopima" (área que reúne parte dos Estados de Mato Grosso, Tocantins, Piauí e Maranhão). O quarto ponto ainda em relação à estocagem diz respeito à construção ou modernização de linhas de terminais portuários. "Neste caso não são bem armazéns fixos, mas locais de passagem, entrepostos", explicou. Entre as unidades discutidas estão as localizadas em Santarém (MA), Porto Velho (RO), Vila do Conde (PA), Itaqui (MA) e mais dois em Pernambuco.
O ministro informou ainda que o Norte do Mato Grosso (MT) será uma das regiões mais beneficiadas por melhoramentos e construções de rodovias que facilitarão o escoamento de produtos agrícolas no PAC 2. Stephanes salientou que a área merece destaque, pois é responsável pela produção de 27 milhões de toneladas de alimentos. Assim, o PAC 2 deve apresentar o projeto de construção de duas estradas no Norte do Estado: uma em direção a oeste e outra no sentido leste. Entre os gargalos na área de Transportes que o governo pretende desmanchar está a rodovia BR 364, que cruza seis Estados, ligando o interior de São Paulo ao Acre. De acordo com Stephanes, a estrada, que corta o MT, passa por seis municípios de Rondônia, o que acaba prejudicando a infraestrutura local e dificultando o escoamento dos produtos. "É preciso criar contornos para que o transporte saia de dentro das cidades", avaliou Stephanes. Com isso, segundo ele, a estrutura e logística em direção a Porto Velho, onde há um porto, será reforçada.(Fonte: Jornal do Commercio/RS/Agência Estado)

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