Com custo estimado em torno de R$ 500 milhões, a revitalização do Cais Mauá finalmente irá sair do papel, após três décadas de espera. A empresa Consórcio Cais Mauá do Brasil (CMB), responsável pelas obras, divulgou na manhã desta quinta-feira (1) o cronograma de trabalho, que inicia a partir de segunda-feira, dia 5 de março. Durante o evento, que contou com a presença do prefeito Nelson Marchezan e do governador José Ivo Sartori, foi assinada a ordem de início das obras. A primeira etapa inclui o pórtico e os armazém centrais. De acordo com o novo presidente do Cais Mauá do Brasil, Vicente Criscio, essa fase custará R$ 140 milhões (já garantidos) e deve ser concluída até dezembro de 2019.

“Ao todo, a remodelação do complexo, que será realizada através de uma necessária Parceria-Público Privada, deve gerar 28,8 mil novos empregos diretos e indiretos, assim como tributos municipais, estaduais e federais na ordem de R$ 216 milhões”, discursou Sartori, ao destacar que o poder público “não tem condições de cuidar de tudo”, uma vez que faltam recursos.

No projeto, com três etapas, estão previstas a restauração dos 11 armazéns tombados pelo Patrimônio Histórico (do A6, ao lado da Usina do Gasômetro, até o B3, próximo à rodoviária) – onde irão funcionar espaços de cultura, lazer, arte popular, gastronomia, serviços e operações comerciais – e a recuperação de dez praças e espaços públicos que estão subutilizados há anos pela população. Em contrapartida, o CMB irá construir três torres comerciais, um shopping center e estacionamento para transformar a área pública em um grande empreendimento ligando o Cais Mauá à Orla do Guaíba. A concessão da área é de 25 anos.

 

De acordo com Criscio, a previsão para conclusão é de seis anos. A segunda fase corresponde ao setor Docas, onde devem ser construídas as torres comerciais com serviço de hotelaria, centro de convenções, e estacionamento. Nesta etapa também será realizada a recuperação da Praça Edgar Schneider. Por fim, a área do Gasômetro deverá receber um shopping center. “Serão 181 mil m² quadrados de área revitalizada, incluindo 3,2 mil metros de orla com ciclovia, praças de lazer e 11 mil metros quadrados de área verde, sempre respeitando o meio ambiente e o patrimônio histórico local”, destaca o diretor de Operações do CMB, Sérgio Lima.

“O Cais Mauá será referência no futuro para outras revitalizações mundo afora”, prometeu Lima.

Fonte: JCRS