Oporto de Paranaguá vai virar um canteiro de obras. Quatro empresas que operam terminais de grãos - Moinho Iguaçu, Diamond, Gencon e Gransol - vão construir armazéns que, juntos, ampliarão a capacidade em 340 mil toneladas. O total de investimentos é de R$ 450 milhões. Já a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) vai desembolsar R$ 190 milhões para aumentar o berço 201, que movimenta 1,7 milhão de toneladas de grãos por ano, para poder carregar 6 milhões de t/ano. As obras devem ser concluídas em 2019. A APPA também quer turbinar a capacidade do porto de receber fertilizantes. A Fospar, controlada pela Mosaic, já dispõe de R$ 160 milhões para investir em um novo berço e em um armazém que poderá receber 145 mil toneladas.

Demurrage zero. O terminal de fertilizantes em Paranaguá tem capacidade para 3 milhões de toneladas e em 15 meses poderá receber até 6,3 milhões de toneladas. “Nossa meta é demurrage zero a partir do primeiro semestre do ano que vem”, disse o diretor presidente da APPA, Luiz Henrique Dividino, referindo-se à taxa paga por navios parados.

Pacote completo. É acirrada a disputa pela Vigor Alimentos entre as multinacionais do setor lácteo. Segundo uma fonte, elas querem o pacote completo, que inclui 50% de participação na mineira Itambé. O ativo de Minas Gerais e a marca, que domina mercados no País como o de iogurte grego, são complementares do ponto de vista de produção. 

Mas com desconto. As empresas, porém, exigem desconto após o escândalo envolvendo a J&F. As francesas Lactalis e Danone, a mexicana Lala e a suíça Nestlé estão na disputa, mas nenhuma comentou o assunto. O presidente da Associação Brasileira de Produtores de Leite, Jorge Rubez, torce pelo negócio. “Vigor é um nome de peso e a Itambé importante player em Minas Gerais.”

Motorizados. O ano não poderia ser melhor para as montadoras de máquinas agrícolas. Só no primeiro semestre as vendas cresceram 21,8%. Para Alex Sayago, diretor de Marketing e Vendas da John Deere para a América Latina, a combinação de preços das commodities e do câmbio permite que o produtor brasileiro continue investindo em tecnologia. “Manter 22% de alta no ano é uma projeção realista.”

Máquinas para todos. Por trás dos números está a ampliação da frota por produtores de diversas culturas e perfis. O resultado ainda se deve ao rendimento das lavouras de grãos e ao crédito a agricultores de todos os portes. “Há tempo culturas não apresentavam boa produtividade e recorde de produção”, disse o vice-presidente da New Holland Agriculture na América Latina, Rafael Miotto (foto).

Renda sim. Dois mil produtores que contrataram seguro contra perda de faturamento na safra 2016/2017 receberão mais de R$ 193 milhões em indenização do Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre. Mais do que o montante, chama atenção a modalidade de garantia, pouco usada no País.

Risco não. O interesse cresceu após anos seguidos de produção recorde, com reflexo nos preços das commodities. Mais precavidos em relação a eventuais riscos para a renda esperada, produtores estão recorrendo a essa modalidade de seguro, conta Wady Cury, diretor geral de Habitacional e Rural do Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre. Segundo ele, esse tipo de apólice já representa 35% do total das contratações de seguro agrícola.

Goiás na frente. A seguradora calcula que deve pagar ao menos R$ 159 milhões em indenizações na cultura de soja e R$ 34 milhões no milho. Goiás e Mato Grosso são os Estados com o maior volume de indenizações neste ano, representando 55% dos sinistros.

Soltem as galinhas. Na onda do movimento mundial que preza o bem-estar animal na produção, o Grupo Pão de Açúcar lançou linha de ovos produzidos fora das gaiolas. A empresa assumiu compromisso de comercializar, até 2025, apenas ovos de galinhas criadas soltas em suas marcas exclusivas. O produto custa, em média, 15% a mais do que os ovos convencionais. 

Suco 100%. A indústria brasileira de suco de laranja comemora os resultados da campanha “Fruit Juice Matters” para fomentar na União Europeia o consumo de bebida 100% à base de frutas (integral). A UE recebe dois terços do suco de laranja exportado pelo Brasil. 

47,6% positivos. Na campanha, coordenada pela Associação Europeia de Sucos de Frutas, 9.018 artigos sobre sucos foram publicados entre julho de 2016 e junho de 2017. Dos 515 milhões de consumidores atingidos, 47,6% fizeram menções positivas à bebida.

Fonte: Estadão