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367 projetos em carteira

Balanço anual do Sinaval mostra que obras em estaleiros geram 62 mil empregos. Perspectiva é que chegue a 100 mil até 2017

A indústria de construção naval brasileira encerrou o ano de 2012 com 367 projetos na carteira de encomendas dos estaleiros. Os dados são do balanço anual do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval). Essas obras geraram 62 mil empregos no país.

De acordo com o presidente do Sinaval, Ariovaldo Rocha, o segmento apresenta perspectivas de mais encomendas nos próximos dez anos, aumentando ainda mais o número de empregos na indústria naval. “É um setor consolidado, com datas de entregas previstas para navios, plataformas e sondas de perfuração até 2020. O emprego vai aumentar para 100 mil pessoas até 2017, considerando os nove novos estaleiros em implantação e a demanda de pessoal nos estaleiros atuais”, estima ele. A carteira de encomendas dos estaleiros brasileiros representa 8% do total da construção naval internacional.

Das 367 obras de construção naval e offshore, os destaques são as unidades de maior valor agregado, como a construção e integração de 20 plataformas de petróleo e seus módulos de produção, das quais 14 são inteiramente construídas no Brasil. As outras seis tiveram seus cascos convertidos em estaleiros internacionais. “É nítida a ênfase na construção local desses equipamentos, implantando no Brasil uma ampla capacidade industrial para atender à demanda do segmento de produção de petróleo offshore”, analisa Rocha.  Entre as demais encomendas, o executivo destaca também as 28 sondas de perfuração, 70 navios de apoio marítimo, 66 navios petroleiros e 15 navios gaseiros.


Rimac


Na avaliação de Rocha, as obras do segmento de transporte fluvial deverão se ampliar nos próximos anos em função da prioridade logística que reconhece a importância desse modal.  Para as dimensões do mercado, analisa o executivo, as encomendas de navios graneleiros e porta-contêineres permanecem tímidas. Já os navios petroleiros do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef), as plataformas de produção de petróleo e as sondas de perfuração têm seu cronograma de construção definido, com datas de entregas previstas.

O Sinaval também ressalta em seu balanço que o setor naval e offshore apresenta uma distribuição em polos de construção naval regionais, proporcionando integração entre instituições de ensino e de pesquisa e as empresas. “A diversificação regional dos polos navais é uma realidade. Existem nos estados do Amazonas, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul”, enumera. Um dos exemplos dessa integração é a Rede de Inovação para Competitividade da Indústria Naval e Offshore (Ricino).

Projeto da Sociedade Brasileira de Engenharia Naval (Sobena), do Centro em Excelência em Engenharia Naval e Oceânica (Ceeno), do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítimas (Syndarma) e do Sinaval, a Rede tem o objetivo de coordenar ações de instituições de ensino, de pesquisa e entidades governamentais com os empreendimentos de construção dos estaleiros. A Ricino atua através de núcleos regionais no Rio Grande do Sul e Pernambuco; núcleo de projeto naval, em São Paulo; e núcleo de tecnologia no Rio de Janeiro. “Esse esforço é essencial para aumento do conteúdo local nos fornecimentos para suprir necessidades de tecnologia e apoiar a inovação no setor”, diz Rocha.

No último mês de dezembro, o Programa de Mobilização da Indústria Nacional do Petróleo e Gás (Prominp) anunciou que, a partir desse ano, será implementado o programa Arranjos Produtivos Locais (APLS) no entorno das regiões onde a Petrobras tem grandes empreendimentos em andamento, como refinarias, complexos petroquímicos e construção de navios e plataformas. Serão implementados cinco projetos piloto: Rio Grande, no Rio Grande do Sul; Itaboraí, no Rio de Janeiro; Ipatinga, em Minas Gerais; Maragogipe, na Bahia; e Ipojuca, em Pernambuco. O programa tem parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) e com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Segundo a Controladoria Geral da União, os desembolsos do Fundo da Marinha Mercante representaram R$ 2,924 bilhões até novembro do ano passado, confirmando a expectativa de desembolsos superiores a R$ 3 bilhões, ao final do ano passado. Desde 2001, os desembolsos através dos agentes financeiros com recursos do FMM somam R$ 16,8 bilhões.

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