Em apresentação de resultados e perspectivas para o Porto de Imbituba, ontem, o governador Raimundo Colombo informou que o Estado, por meio da SCPar, estuda a unificação da gestão dos dois portos com administração estadual - Imbituba e São Francisco do Sul - e uma atuação conjunta junto a clientes na oferta dos serviços portuários do Estado pelos cinco terminais catarinenses. Segundo Colombo, a SCPar já está fazendo avaliações porque as gestões independentes de hoje encarecem os serviços. O governo centraliza a autoridade portuária, o que permitiria uma estratégia coordenada visando melhores resultados aos clientes e uso das estruturas com base nas necessidades de cada um.

– Não adianta só o Porto de Imbituba ir bem ou o de São Francisco. Queremos uma estrutura organizada entre todos eles. O Estado não exerce essa autoridade que tem no setor. Queremos apresentar Santa Catarina não apenas pelos dois portos públicos, mas por todos, num trabalho de atração conjunta – comentou o governador, ao observar que no caso dos privados o governo exerceria mais uma atividade de integração.

O presidente da SCPar, Paulo Costa (E), que está à frente desse trabalho, explica que o governador quer centralizar as autoridades portuárias para promover a sinergia entre os terminais e uma atuação mais colaborativa no futuro.

 

Com 17 metros de profundidade no canal de acesso e 15 metros nos dois principais berços, o Porto de Imbituba é o que tem as melhores condições para receber grandes navios na Região Sul do Brasil. Por isso, foi apontado no último masterplan (plano estratégico de investimentos) como o futuro Hub portuário do Sul. Segundo Colombo, em cerca de 10 anos, o terminal será o principal do Sul do país pelas suas condições de navegação e pela série de investimentos que está recebendo. Um dos principais gargalos, o acesso rodoviário a partir da BR-101, será resolvido em breve. Uma nova rodovia será feita com recursos do Estado, do município e do porto.

Fonte: Diário Catarinense/Julio Cavalheiro