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Vamos entrar para ganhar, diz presidente da Petrobras sobre áreas de leilão da cessão onerosa

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse nesta terça-feira que a empresa está otimista com sua participação no leilão dos excedentes da cessão onerosa. Ele lembrou que a estatal manifestou interesse pela aquisição das áreas de Búzios e Atapu, no pré-sal da Bacia de Santos, e que a companhia “vai entrar para ganhar”.

“Com todo o entusiasmo, vamos entrar para ganhar”, afirmou ele, durante participação em seminário promovido pela FGV Energia, no Rio. Castello Branco classificou o campo de Búzios, um dos ativos de interesse da petroleira, como a “maior jazida já descoberta” no pré-sal brasileiro. Segundo ele, a participação da Petrobras no leilão será feita com base numa avaliação de risco e retorno. “Dado que o capital é escasso, os projetos têm que competir entre eles por capital. Só são aprovados projetos mais meritórios em risco e retorno”, comentou.

Ao comentar sobre a política de conteúdo local., Castello Branco falou que a eleição de Alberto Fernández para a presidência da Argentina foi “claramente um erro”.

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“Condeno severamente esse instrumento [política de conteúdo local] que já deu errado. Não podemos repetir a Argentina, onde se tira o presidente [Maurício Macri] que não consegue se eleger porque não conseguiu solucionar os problemas [econômicos do país]. Aí traz de volta alguém que cometeu os problemas [chapa da ex-presidente Cristina Kirchner]. Isso é claramente um erro”, disse o executivo.

Ainda segundo Castello Branco, o Brasil está querendo “trazer de volta o monstrengo” da política de conteúdo local. Tramita atualmente no Congresso um projeto de lei que propõe fixar percentuais fixos de nacionalização em lei. Hoje esses percentuais são definidos pelo Conselho Nacional de Política Energética (EPE) e constam no contrato, e não numa legislação. “Estamos querendo trazer de volta esse monstrengo, para prejudicar a indústria de petróleo, em benefício de capitalistas inimigos do capitalismo”, disse.

Patamar de produção

Castello Branco disse também que, com o declínio da produção de campos do pós-sal, a empresa precisa de cerca de 1 bilhão de barris, por ano, para repor perdas e manter atual patamar de produção. Segundo ele, esse esforço para reposição do declínio da produção tem custo, ao ano, de cerca de US$ 3 bilhões.

Ainda de acordo com Castello Branco, a maior parte da reposição vem, atualmente de produção originada da camada pré-sal. O executivo destacou também que a empresa vem atuando em uma estratégia de alocação eficiente de capital, que levou a companhia a concentrar investimentos em exploração e produção. Essa ação, lembrou ele, ocorre dentro de um cenário em que a companhia opera em processo de desinvestimentos de ativos - que, na prática, oferece mais capital para os cofres da petroleira.

Venda de refinarias

Castello Branco acredita que não haverá tempo suficiente para assinar contratos para venda de refinarias este ano. O executivo, contudo, afirmou que está otimista quanto ao sucesso do programa de desinvestimentos no setor e sinalizou que os primeiros negócios devem ser fechados no primeiro trimestre de 2020.

De acordo com Castello Branco, mais de 20 empresas manifestaram interesse pelos ativos da companhia. “Esperamos ter boas notícias por volta de março de 2020”, disse o executivo. Segundo o executivo, as primeiras vendas devem ocorrer somente em 2020 porque a companhia teve de adiar o prazo para recebimento das propostas. “Tivemos que atrasar o processo de recebimento de propostas, devido à demanda de interessados”, afirmou.

Fonte: Valor

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