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Produção petróleo tem redução de 7,4% em outubro

A produção nacional de petróleo e gás natural em outubro totalizou 3,606 MMboe/d (milhões de barris de óleo equivalente por dia), sendo 2,777 MMbbl/d (milhões de barris diários) de petróleo e 132 MMm3/d (milhões de metros cúbicos) de gás natural. Houve redução de 7,4% na produção de petróleo em comparação com o mês anterior e de 3,3% em comparação com outubro de 2020. Já no gás natural houve redução de 1,3% em comparação com o mês anterior e aumento de 1,3% em comparação com outubro de 2020.

Os principais motivos para a queda na produção no mês foram paradas programadas para manutenção em Unidades Estacionárias de Produção (UEPs), em especial, das plataformas "P-76" e "P-75", no campo de Búzios, e da FPSO "Cidade de Mangaratiba", no campo de Tupi.

Pré-sal

A produção do pré-sal no mês de outubro totalizou 2,640 MMboe/d, sendo 2,088 MMbbl/d de petróleo e 87,6 MMm³/d (milhões de metros cúbicos diários) de gás natural.



Houve redução de 7,2% em relação ao mês anterior e aumento de 4,1% se comparada ao mesmo mês de 2020. A produção do pré-sal teve origem em 128 poços e correspondeu a 73,2% do total produzido no Brasil.

Aproveitamento do gás natural

Em outubro, o aproveitamento de gás natural foi de 96,7%. Foram disponibilizados ao mercado 57,1 MMm³/dia. A queima de gás no mês foi de 4,3 MMm³/d, um aumento de 9% se comparada ao mês anterior e de 43,5% se comparada ao mesmo mês em 2020.

Origem da produção

Neste mês de outubro, os campos marítimos produziram 97% do petróleo e 81% do gás natural. Os campos operados pela Petrobras foram responsáveis por 93% do petróleo e do gás natural produzidos no Brasil.

Destaques

Em outubro, o campo de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, registrando 899 Mbbl/d de petróleo e 41,3 MMm3/d de gás natural.

 

A plataforma "Petrobras 77", produzindo no campo de Búzios por meio de cinco poços a ela interligados, foi a instalação com maior produção de petróleo, com 160,652 Mbbl/d.

A instalação FPSO "Cidade de Itaguaí", produzindo no campo de Tupi, por meio de 7 poços a ela interligados, foi a instalação com maior produção de gás natural, produzindo 7,197 MMm³/d.

Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores terrestres: 943.

Tupi, na Bacia de Santos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 61.

Campos de acumulações marginais

Esses campos produziram 330,5 boe/d, sendo 114,8 bbl/d de petróleo e 34,3 Mm³/d de gás natural. O campo de Iraí, operado pela Petroborn, foi o maior produtor, com 205,8 boe/d.

No mês de outubro de 2021, 267 áreas concedidas, quatro de cessão onerosa e cinco de partilha, operadas por 36 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Dessas, 60 são marítimas e 216 terrestres, sendo 12 relativas a contratos de áreas contendo acumulações marginais. A produção ocorreu em 6.160 poços, sendo 474 marítimos e 5.686 terrestres.

O grau API médio do petróleo extraído no Brasil foi de 28 sendo 2,4% da produção considerada óleo leve (>=31°API), 92,3% óleo médio (>=22 API e <31 API) e 5,3% óleo pesado (<22 API).

As bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) produziram 90,770 Mboe/d, sendo 70,542 mil bbl/d de petróleo e 3,2 MMm³/d de gás natural. Desse total, 66,9 mil boe/d foram produzidos pela Petrobras e 23,8 mil boe/d foram produzidos por concessões não operadas pela Petrobras, dos quais: 15.779 boe/d no Rio Grande do Norte, 7.867 boe/d na Bahia, 472 boe/d no Espírito Santo, 251 boe/d em Alagoas e 170 boe/d em Sergipe.

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