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Petrobras exclui da lista de privatizações a Revap de São José

A Revap (Refinaria Henrique Lage), em São José dos Campos, vai ficar de fora da lista de refinarias da Petrobras que serão vendidas. A decisão da estatal pode estar ligada a uma questão estratégia e mercadológica, aponta especialista do mercado financeiro. A empresa não comenta o assunto.

A Petrobras dividiu as vendas em duas etapas, sendo que a primeira abrange quatro refinarias e depois, na segunda parte, a mesma quantidade. Ao todo, a empresa dispõe de 13 refinarias em todo o país.

A venda das oito unidades será conduzida de acordo com o chamado ‘Sistemática de Desinvestimentos’ da estatal -- uma das formas de reduzir o seu endividamento, que alcançou R$ 78,8 bilhões no fim de março deste ano --, por meio de processos competitivos independentes.

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 “Este processo encontra-se na fase não vinculante. Nesta fase, os potenciais compradores habilitados receberão um memorando descritivo contendo informações detalhadas sobre os ativos, além de instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo orientações para elaboração e envio das propostas não vinculantes”, disse em nota a estatal.

Por questões estratégicas, a empresa não especifica o motivo de não colocar à venda a Revap, a terceira maior refinaria do país. Para Gustavo Neves, assessor de investimentos e economista da Plátano Investimentos -XP Investimentos, a decisão pode estar relacionada a uma questão mercadológica.

“A Revap é responsável pelo abastecimento de mais de 80% da aviação de todo o estado de São Paulo. O aeroporto de Guarulhos, por exemplo, é abastecido em 100% pelo diesel da refinaria. Além disso, a Revap está próxima das principais capitais do país e gera impacto direto e indireto, com 6 mil empregos na região. Com isso, a Petrobras consegue ter lucros e retornos muito bons”, afirma.

Segundo dados da própria empresa, a unidade em São José dos Campos tem capacidade para produzir aproximadamente 250 mil barris por dia -- isso não significa que a unidade atinja essa quantidade --, além de representar 14% de toda a produção nacional.

Refinarias que serão vendidas

A primeira etapa de vendas, que foi divulgada em 28 de junho, inclui as seguintes refinarias: Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco; Landulpho Alves (RLAM), na Bahia; Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná e Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul.

Já a segunda fase corresponde as refinarias Gabriel Passos (REGAP), em Minas Gerais; Isaac Sabbá (REMAN), no Amazonas; Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná e Lubrificantes e Derivados do Nordeste (LUBNOR), no Ceará. 

Fonte: Meon

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