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Petrobras: Custo de extração do pré-sal pode cair abaixo de US$ 6

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse nesta terça-feira que vê possibilidade de redução dos custos de extração do pré-sal, que encerraram o segundo trimestre em US$ 6 o barril.

“O pré-sal é um ativo de classe mundial, com custos de extração de US$ 6 o barril e com possibilidade de redução”, afirmou o executivo durante apresentação em evento do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP).

Castello Branco destacou ainda que a companhia está empenhada em reduzir seus custos gerais e administrativos e que, nesse sentido, uma das medidas que a companhia está tomando é a revisão dos contratos de aluguel de edifícios.

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Ele mencionou que a Petrobras está fazendo a gestão de sua dívida. E citou o pré-pagamento integral de um contrato de financiamento com o China Development Bank (CDB), totalizando US$ 3 bilhões, cujo vencimento ocorreria em 2024.

“O CDB foi parceiro nos piores momentos. Se não fossem os chineses, a Petrobras teria que pedir socorro ao Estado brasileiro. Mas gerou-se uma concentração de dívida importante”, disse, ao explicar o motivo para a realização da operação.

O executivo defendeu que o governo brasileiro precisa acabar “definitivamente” com o regime de partilha do pré-sal, ou ao menos flexibilizar o modelo. Ele também saiu em defesa do fim da política de conteúdo local.

“Temos que fazer com que o Brasil ingresse no caminho da prosperidade. E não vai ser com conteúdo local ou regime de partilha que vamos conseguir fazer isso. Isso pertence ao passado, que não nos foi favorável, e temos que romper com isso”, afirmou.

Segundo Castello Branco, o regime de partilha não traz estímulos à eficiência e foi criado para “atender conveniências políticas”.

“Definitivamente temos que ou mudar a lei do pré-sal, acabar com a partilha, ou então, num movimento mais moderado, acabar com o polígono do pré-sal e deixar à escolha da autoridade o regime de concessão ou partilha [para leilão de uma determinada área]. O regime de partilha, assim como conteúdo local, retira estímulos a eficiência”, disse.

Sobre o conteúdo local, Castello Branco destacou os avanços dos últimos anos para flexibilização da política, depois que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) deixou de tomar “atitudes beligerantes com a indústria do petróleo”, mas questionou a validade do mecanismo.

“Se a indústria brasileira é tão boa, não precisa de conteúdo local. Se ela não é eficiente, 22 anos depois da lei do petróleo, é hora de acabar com isso. Vinte e dois anos é tempo suficiente para as empresas aprenderem alguma coisa. Quem não se preparou, paciência”, disse.

Fonte: Valor

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