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Petrobras continuará a investir na Bacia de Campos, afirma diretor

O novo plano de negócios da Petrobras continuará a incluir investimentos na Bacia de Campos, afirmou o diretor executivo de exploração e produção da companhia, Carlos Alberto de Oliveira, durante conferência com analistas estrangeiros nesta quinta-feira.
“Os projetos para renovação da Bacia de Campos são muito resilientes a preços baixos e são viáveis abaixo da meta de preço do barril de US$ 35 que estabelecemos para a companhia. Posso dizer que vamos continuar a investir nesta bacia, onde vemos muito potencial”, disse o executivo.

A Bacia de Campos foi a primeira região onde a Petrobras começou suas operações marítimas no Brasil, na década de 80. No momento, a companhia vende diversos ativos maduros na região no seu processo de desinvestimentos.

Em Itapu, equilíbrio abaixo de US$ 20
O preço de equilíbrio (break even) do campo de Itapu, no pré-sal da Bacia de Santos, deve ficar abaixo de US$ 20 o barril, disse o presidente da petroleira, Roberto Castello Branco, na conferência com analistas estrangeiros.

A expectativa é que o campo entre em operação em um ano antes do prazo originalmente previsto. O cronograma original previa início da produção na área em 2024.


Rio Oil & Gas 2020


A antecipação será possível após o acordo anunciado esta semana para a compra da plataforma P-71 para produção no projeto. A unidade seria originalmente alocada no campo de Tupi, mas será deslocada para Itapu. Ao todo, a Petrobras pagará US$ 353 milhões pela unidade às suas sócias no campo de Tupi, Shell e Petrogal.

Coparticipação com chineses em Búzios

Oliveira afirmou ainda que a Petrobras pretende concluir a negociação sobre o acordo de coparticipação das estatais chinesas CNOOC e CNODC nos volumes excedentes de Búzios ainda em 2020.

As companhias asiáticas participaram do leilão bilionário no ano passado em consórcio com a Petrobras, levando 5% de participação cada nos excedentes de Búzios, na Bacia de Santos. Na época da licitação dos excedentes da cessão onerosa ficou acordado que o limite para a assinatura do acordo iria até outubro de 2021

Fonte: Valor


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