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OGCI publica meta para redução de carbono com participação da Petrobras

A Oil and Gas Climate Initiative (OGCI – Iniciativa Climática para Óleo e Gás, na sigla em inglês), anunciou na quinta-feira (16) uma meta para redução da intensidade de carbono coletiva das operações de upstream das companhias integrantes. A meta é atingir o desempenho de 20 kg a 21 kg de CO2 para cada barril de óleo equivalente comercializado até 2025, a partir de uma linha de base coletiva de 23 CO2e/boe em 2017.

A decisão está em linha com as necessidades de redução previstas pelas empresas do setor no Acordo de Paris. A redução esperada é de 36 a 52 milhões de toneladas de CO2 por ano, equivalentes às emissões por consumo de energia de 4 a 6 milhões de residências.

A Petrobras integra a OGCI desde janeiro de 2018 e assumiu o compromisso de crescimento zero das emissões absolutas operacionais nos próximos anos. Na última década, as ações relacionadas à intensidade de carbono nas atividades de exploração e produção propiciaram um aumento de cerca de 40% da produção de óleo e gás sem que fossem aumentadas as emissões absolutas nesta área.

A OGCI deseja desempenhar um papel ativo em acelerar e moldar o rumo global para reduzir as emissões líquidas a zero através de ações coletivas e práticas. Esta meta de intensidade de carbono é um passo prático e atingível a um prazo próximo para as companhias-membro para continuar a expansão de suas contribuições à transição para uma economia de baixo carbono.


Rio Oil & Gas 2020


A meta cobre tanto emissões de metano quanto dióxido de carbono das operações de exploração upstream de gás e petróleo quanto atividades produtivas das companhias-membro da OGCI, bem como emissões de importes associados de eletricidade e vapor. A OGCI trabalhará em ações específicas quanto a emissões de gás natural liquificado (LNG) e gases-para-líquidos (GTL) para levar adiante suas ambições coletivas. A intensidade de carbono é calculada como uma parte da produção comercializada de gás e petróleo.

Em uma declaração conjunta, os CEOs das companhias-membro da OGCI disseram: “Encorajados pelo progresso que fizemos rumo à nossa meta de intensidade de metano, nos reunimos para reduzir até 2025 a intensidade de carbono média de nossas emissões agregadas de petróleo upstream e gás. Juntos estamos aumentando a velocidade, a escala e o impacto de nossas ações para fazer frente à mudança climática, enquanto o mundo aguarda um índice zero de emissões líquidas o quanto antes.”

Para contribuir para a redução de sua intensidade coletiva média de carbono, as companhias-membro da OGCI estão implementando uma série de medidas em suas próprias operações, incluindo a melhora da eficiência energética, redução de emissões de metano, minimização do flaring, eletrificação das operações através do uso de eletricidade renovável onde for possível, co-geração de eletricidade e calor útil e aplicação da captura, utilização e armazenamento de carbono.

A intensidade coletiva de carbono de OGCI será relatada em uma base anual consistente com a metodologia de relatórios públicos e suposições3, com dados revisados pela EY, como uma parte terceira independente. Ainda que as emissões de metano tenham sido incluídas na meta de intensidade de carbono, representando cerca de um quarto da melhora, a OGCI continuará relatando em separado o progresso na redução da intensidade de metano.


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