Análise: Petrobras supera 40% da meta de desinvestimentos de 2019-2023

Antes de completar cinco meses do período de vigência do Plano de Negócios 2019-2023 da Petrobras, a petrolífera já alcançou pouco mais de 40% da meta de desinvestimentos. De acordo com a companhia, o valor total de alienação de ativos em 2019 já soma US$ 11,3 bilhões. A meta para desinvestimentos incluída no plano é de US$ 26,9 bilhões.

É verdade, porém, que a meta e o plano de negócios foram definidos em 2018, antes do início da gestão de Roberto Castello Branco. O executivo, que assumiu o comando da petroleira em janeiro, já sinalizou que pretende ampliar o programa de desinvestimentos. Com isso, espera-se que o objetivo de desinvestimentos da Petrobras para os próximos anos seja maior do que os US$ 26,9 bilhões.

Essa expectativa pode ser reforçada considerando dois grupos de ativos que não estavam previstos no programa de desinvestimentos incluído no plano 2019-2023. O primeiro caso é o do refino. Castello Branco já disse que pretende se desfazer de metade da capacidade de refino da companhia. A meta é bem maior do que o programa anterior da estatal, que previa vender 60% de participação nos polos de refino do Nordeste e Sul.

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O outro ativo não incluído no plano anterior era uma segunda oferta de ações da BR Distribuidora. A companhia estuda vender até 30% de sua participação na distribuidora de combustíveis, reduzindo sua fatia para 40%.

Apesar do resultado expressivo do programa de desinvestimento já alcançado pela Petrobras em 2019, um analista do setor petrolífero lembra que a TAG estava prevista para ser negociada ainda no ano passado. “Foi só postergação”, afirmou.

A Petrobras também tem engatilhada uma série de operações em andamento no programa de desinvestimentos. Estão em fase de oferta vinculante pelo menos outras 11 transações. Entre esses negócios, destacam-se as vendas dos campos de Baúna, na Bacia de Santos; Piranema e Piranema Sul, na Bacia de Sergipe-Alagoas; e Pampo e Enchova, na Bacia de Campos.

Ontem, a Petrobras assinou três contratos de compra e venda para alienação de ativos no valor total de US$ 10,3 bilhões. Os negócios foram a venda de 90% da Transportadora Associada de Gás (TAG) para o consórcio formado pela francesa Engie e o fundo canadense Caisse de Dépôt et Placement du Québec (CDPQ); a venda de 50% de participação no campo de Tartaruga Verde e do módulo III do campo de Espadarte para a Petronas; e a venda de 100% de participação em 34 campos terrestres para a PetroRecôncavo.

Fonte: Valor

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